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Foto em preto e branco feita em um estúdio de televisão. Um homem está em frente a uma câmera enquanto outro manuseia o equipamento
Acervo: Carlos Fabiano

Museu da Imagem e do Som revive a história da TV Itacolomi em nova exposição

04/12/2018 | 15:09 | atualizado em 04/12/2018 | 15:09

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, inaugura na próxima terça-feira, dia 11, no Museu da Imagem e do Som (MIS-BH), a exposição “TV Itacolomi – A Pioneira de Minas”. Uma mostra sobre a trajetória da primeira emissora de televisão do Estado, reunindo fotografias, depoimentos, objetos e registros audiovisuais, em que são retratados o contexto histórico, artístico e de comunicação da TV. De forma interativa, a exposição traz em cada ambiente do casarão do MIS-BH uma linha de produção da TV. A mostra fica em cartaz até dezembro de 2019 e pode ser visitada gratuitamente de segunda a sexta-feira, das 9 às 18 horas; terças-feiras, das 9 às 21 horas.
 

A história da TV Itacolomi está marcada pelo pioneirismo em diversas frentes. Em termos tecnológicos, foi considerada à época uma das emissoras mais modernas da América Latina. Sua cobertura jornalística inovou na maneira de tratar diversos assuntos, da política à cultura, do esporte ao entretenimento, e ainda por criar formatos inovadores, a exemplo da revista eletrônica, realizada por meio do programa “A Noite na Guanabara”. Foi também responsável pelas primeiras transmissões ao vivo de jogos de futebol em Minas Gerais e por introduzir programação no horário da manhã, as demais transmissões no Brasil começavam a operar no período da tarde.
 

“Esta exposição busca promover espaços de interatividade e imersão destinados a conectar o visitante a cenários e personagens que marcaram a história da emissora, e a reviver imagens que fazem parte de nossa memória”, afirma o secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira. Durante todo o período da exposição, serão realizadas ações educativas de modo a melhor inserir o público no ambiente da exposição. “A exposição busca contemplar a diversidade de interesses do público que frequenta o Museu da Imagem e do Som, de modo que todos os visitantes, de qualquer faixa etária, possam conhecer e reconhecer os programas da TV Itacolomi, se divertir e se emocionar durante a visita”, afirma Siomara Faria, gestora do MIS-BH.
 

O acervo do MIS-BH tem centenas de fotografias que remontam à história da TV Itacolomi, com cenas de seus bastidores, estúdios, cenários, gravações de programas, artistas, técnicos, equipamentos e eventos da emissora. Além disso, o Museu possui 22 entrevistas com apresentadores, técnicos, diretores e atores da extinta TV, gravadas no projeto de História Oral “40 anos da TV Itacolomi”, em 1995. Este projeto deixou como legado um amplo material de pesquisa sobre a TV, além da compilação de clippings, vinhetas e souvenirs com a marca da Itacolomi. Contribui para enriquecer este cenário, a disponibilidade de equipamentos de produção televisiva contemporâneos ao período de atuação da TV Itacolomi em Belo Horizonte, pertencentes ao MIS-BH. Eles enriquecem a exposição ajudando a contar como se dava o processo de realização audiovisual na TV durante aquele período.

 

A TV ITACOLOMI - HISTÓRICO

Pertencente ao grupo dos Diários Associados, a Rádio Guarani de Belo Horizonte obteve do Governo Federal a 1ª concessão de um canal de TV na capital de Minas Gerais, em 1951. O nome da futura emissora foi inspirado no pico do Itacolomi, formação rochosa que possui destaque no horizonte montanhoso mineiro. O estúdio da TV foi construído nos 23º e 24° andares do edifício Acaiaca (avenida Afonso Pena, 867). O raio de alcance do canal ia pouco além de Belo Horizonte, até as cidades de Sabará, Betim, Nova Lima e Caeté. O canal 4 foi oficialmente inaugurado às 19h30 do dia 8 de novembro de 1955.
 

O 1° noticiário fixo da TV Itacolomi foi “Repórter Real”, apresentado por Milton Panzi. Naquela época, o departamento de esportes era dirigido por Cleto Filho. Frequentemente, artistas do Rio de Janeiro e São Paulo eram convidados para atuar nos teleteatros da Itacolomi. Lady Francisco era então a principal garota propaganda local. Dona Alzira Santos cozinhava em “A Arte de Comer Bem” e a garotada se divertia com “No Reino do Faz de Conta” e o “Circo Itacolomi”. No “Grande Teatro Lourdes” e “Grande Teatro Windsor”, destacaram-se os atores Amílton Fernandes, Paulo Maurício, Sérgio Cardoso, Jardel Melo, Toni Vieira e Heloísa Helena. Uma das “crias” do canal foi o diretor Mário Lúcio Vaz. Parte da programação era preenchida com filmes e seriados estrangeiros, além de programas da Tupi de São Paulo e Rio de Janeiro, remontados em Belo Horizonte (‘O Céu É o Limite’ – com Oduvaldo Cozzi; ‘Esta É a Sua Vida’ – com Carlos Gaspar; ‘Gladys e Seus Bichinhos’ – com a apresentadora original e ‘Câmera Um’).
 

Já nos anos 60, os programas de auditório de Fernando Sasso e Dirceu Pereira tiveram grande receptividade. Posteriormente, a estação mudou de endereço, para a rua Assis Chateaubriand, 499, e seu transmissor passou para a Serra do Curral.
 

Como as demais emissoras da Rede Tupi, a Itacolomi teve sua concessão cassada, saindo do ar em 18 de julho de 1980, com 25 anos de vida.

 

O MUSEU DA IMAGEM E DO SOM DE BELO HORIZONTE

Desde 1995, o Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS-BH), antigo Centro de Referência Audiovisual, desenvolve ampla política de apoio ao universo audiovisual na capital mineira. Como unidade museal, tem como missão primordial garantir o acesso aos acervos audiovisuais representativos da produção local, trabalhando na perspectiva de sua preservação, pesquisa e divulgação.
 

A instituição conjuga suas ações de conservação com projetos destinados ao acesso e difusão do acervo, a exemplo de ações de educação patrimonial, pesquisas agendadas, mostras de filmes, exposições e oficinas de preservação fílmica.
 

O MIS-BH concilia o trabalho de memória audiovisual da cidade, com um olhar voltado para o presente, desenvolvendo iniciativas de apoio às novas produções e de formação na área. O MIS-BH mantém mais de 90 mil itens em reservas, climatizados e monitorados 24 horas. Hoje, possui uma equipe multidisciplinar formada por técnicos em conservação, história e cinema, encarregada do tratamento de registros nos seus mais diferentes suportes: fílmicos, videográficos, fotográficos, fonográficos, tridimensionais e textuais.

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