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Cão amarrado tem microchip implantado no dorso.
Foto: Robson Luiz dos Santos

Microchipagem resguarda a segurança e a saúde dos animais  

10/04/2018 | 17:05 | atualizado em 13/06/2018 | 17:44
O implante de microchip em cães e gatos é uma das ferramentas mais eficazes de monitoramento sanitário destes animais. Por meio deste pequeno dispositivo, é possível monitorar as condições de saúde do animal em situação de rua e, consequentemente, das doenças que estes poderiam transmitir para outros animais e humanos. O implante pode ser fundamental também em casos de perda, abandono ou roubo, uma vez que se o animal for encontrado e levado ao Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) da Prefeitura de Belo Horizonte ou clínica veterinária, este pode ser identificado imediatamente. 


A microchipagem teve início em Belo Horizonte somente em cães da raça pitbull.  Posteriormente a ação passou a ser ampliada, e desde então, cerca de 65 mil animais já receberam o implante feito pela Prefeitura. Somente no ano de 2017, quase 24 mil cães e gatos foram microchipados. No município, todos os cães resgatados e os que são levados para serem castrados nos centros de esterilização recebem o implante. Todos os animais que estão para adoção no CCZ também saem de lá com microchip.


 
O microchip é um dispositivo formado por duas partes: um chip eletrônico e a cápsula que o envolve. A cápsula é feita de um vidro biocompatível, que não provoca alergias e é quase do tamanho de um grão de arroz. Ele é inserido com uma agulha hipodérmica debaixo da pele do pescoço do animal, e a aplicação é rápida e indolor. O dispositivo armazena um número de cadastro do animal, e emite uma frequência de rádio que pode ser lida por meio de um leitor específico.

 


Identificação

Com o número de cadastro do animal, é possível acessar o banco de dados, que é sigiloso e contém todas as informações do responsável pelo animal: nome, identidade, CPF, telefone e endereço. E os dados do animal: idade, data da castração, data da vacinação, vermifugação, se foi feito exame de leishmaniose, quando foi feito e resultado. “A identificação eletrônica permite fazer uma leitura da situação sanitária, evitando procedimentos e cirurgias desnecessárias, e permitindo uma atualização da condição vacinal do animal”, explica a gerente do CCZ, Silvana Tecles. 


Nos casos em que o CCZ identifica um animal microchipado tutelado, o mesmo entra em contato para tentar entender como a situação ocorreu, certificando-se sempre de que não se trata de um caso de abandono ou maus-tratos. Estes casos estariam sujeitos a punições previstas na lei que trata da guarda responsável de animais. 

Todos os animais recolhidos pelo CCZ aguardam o período de dois dias após a captura, para ser reclamado por seu tutor. Expirado o prazo, eles são disponibilizados para adoção em feiras de instituições parceiras onde permanecem de 15 a 20 dias, na tentativa de encontrar um lar para esses animais, evitando que eles retornem às ruas.
 
 

10/04/2018. Microchipagem resguarda a segurança e a saúde dos animais. Fotos: PBH/Divulgação