27 July 2026 -
A Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FPMZB) plantou mais 20 mil mudas de árvores em 40 parques de Belo Horizonte, além dos cemitérios da Paz e da Saudade no último período chuvoso. Foram contempladas áreas bem significativas de unidades de conservação como o Parque Ecológico Renato Azeredo, localizado na região Nordeste da cidade, que apresenta incidência anual de incêndios devido à presença de capins exóticos.
Com a revegetação, utilizando espécies nativas, a expectativa é que haja maior sombreamento das áreas dos parques, o que inibe o crescimento dos capins, que são o principal combustível dos incêndios florestais. O Ecológico Renato Azeredo recebeu 5.150 mudas, perfazendo uma área de quase 31 mil metros quadrados reflorestados.
As mudas utilizadas neste plantio foram produzidas no viveiro do Jardim Botânico da FPMZB. No local foram plantadas espécies como angico-vermelho, dedaleiro, ipê-caraíba e diversas espécies de ingás.
Outra unidade gerenciada pela FPMZB onde houve plantio significativo de espécies foi o Parque Municipal do Bairro Trevo, na região da Pampulha. Nele foram plantadas 2.420 mudas, com destaque para aroeiras, tarumãs e jequitibás.
De acordo com o engenheiro agrônomo e gerente de Manejo de Áreas Verdes da Fundação, Denilson Santos, o plantio durante o período chuvoso é uma das condições determinantes para que as plantas possam se desenvolver plenamente e para que haja sucesso na recomposição das áreas degradadas.
Vale ressaltar que a FPMZB utiliza como padrão o espaçamento de 2x3 (2 metros entre uma muda e outra, na mesma linha, e 3 metros entre as linhas paralelas), mesclando espécies pioneiras, secundárias e de clímax. São termos que descrevem as diferentes fases da “sucessão ecológica”, que é o processo gradual de colonização e evolução de um ecossistema ao longo do tempo. As pioneiras são as primeiras a chegar em áreas nuas ou destruídas, as secundárias aparecem depois que as pioneiras já melhoraram a terra e criaram sombra parcial, e as de clímax formam a fase final e estável da floresta. O espaçamento pode variar dependendo da topografia e condições do terreno, e ainda da presença de espécies de regeneração natural já existentes nos locais.
A previsão é que os plantios continuem assim que se inicie o período das chuvas de 2026, conforme planejamento técnico e/ou necessidades apresentadas por cada unidade de conservação.
