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Marcia Maria e Samuel Medina
Foto: Iago Viana

Livros que tecem o amanhã em entrevistas de destaque no FLI BH

criado em 12/08/2021 - atualizado em 12/08/2021 | 16:04

A Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação de Cultura, em parceria com o Instituto Periférico, iniciaram nesta terça-feira, dia 10, a 4ª edição do Festival Literário Internacional de Belo Horizonte (FLI BH), a primeira realizada totalmente no formato virtual. Na programação, que é integralmente gratuita e celebra todos os processos da produção literária, os sujeitos e a inclusão de novos públicos, um dos destaques são as entrevistas inéditas com personalidades que contribuíram para o desenvolvimento do segmento editorial no Brasil e no mundo, das memórias dos editores e pesquisadores ao formato digital dos livros.

Ao longo do Festival, serão exibidas seis entrevistas com temas variados, a maioria conduzida por Márcia Maria Cruz, jornalista, doutora em Ciência Política e mestre em Comunicação Social pela UFMG, e uma mediada por Samuel Medina, escritor e narrador de histórias. Toda a programação desta 4ª edição do FLI BH pode ser acessada no site oficial do Festival.

“São entrevistas com temas e dinâmicas distintas, que vão ao encontro do chamado desse Festival, sobre o livro como instrumento para tecer amanhãs. As conversas ajudam a pensar como a literatura e os livros contribuem para um mundo melhor, para um amanhã melhor. Esses momentos têm o objetivo de mostrar que os entrevistados têm a dizer algo que não é estranho ou alheio a todos nós, mas que, ao mesmo tempo, completam e fazem parte de nós”, ressalta Márcia.

Na terça-feira, dia 10,  Márcia Maria conversou com Rejane Rocha, coordenadora do Observatório da Literatura Digital Brasileira, que abordou o Atlas, um arquivo que mapeia a produção literária no mundo virtual. O vídeo pode ser visto no canal da Fundação Municipal de Cultura no YouTube (youtube.com/canalFMC), onde serão veiculadas todas as seis entrevistas da programação.

Na quarta-feira, dia 11, Samuel Medina conversou com Maria Antonieta Cunha, professora da UFMG e primeira diretora da Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte (BPIJ BH), que falou sobre a criação desse espaço, como foi o projeto e quais foram os maiores desafios para a sua concretização. Em 2021, a BPIJ BH completa 30 anos de existência e, para celebrar a data, a programação contempla, ainda, cinco episódios em podcast, que podem ser acessados pelo canal oficial do evento no Spotify - bit.ly/PodcastFLIBH.

Dando sequência à agenda de entrevistas, dois convidados trarão suas visões de fora do Brasil. No próximo sábado, dia 14, a francesa Marielle Macé falará sobre literatura e migrações. Já no dia 15, domingo, será a vez de Nataniel Ngomane retratar a cultura moçambicana e compartilhar como ela definiu a sua própria trajetória.

Na terça-feira, dia 17, Dalva Maria Soares, escritora e doutora em Antropologia Social (UDSC), fará uma leitura de sua trajetória, com base na sua criação rural, seus estudos e vivências sobre a literatura preta.

Já na quarta-feira, dia 18,  Fabrício Marques, jornalista, poeta e escritor, será o último convidado da agenda de entrevistas e abordará a tradução dos escritores belo-horizontinos e brasileiros em outros países, especialmente os da América Latina.

Márcia nos conta o que podemos esperar de cada uma das entrevistas. “A primeira, com Macé, retrata temas contemporâneos, sempre a partir de um olhar muito humanista, propondo um outro mundo. Com Rejane Rocha, conversamos sobre a literatura digital, a partir de um trabalho de mapeamento e de preservação da produção do que é essa literatura. Já Nataniel faz uma ponte linda entre Moçambique e Brasil, falando dessa produção literária e dos importantes nomes da literatura moçambicana e brasileira e como a gente pode contribuir mais para que produções de lá venham para cá e vice-versa. A conversa com a Dalva Maria Soares foi rica, na perspectiva de duas escritoras negras (ela e eu) falando sobre a escrita contemporânea, sobre o espaço na literatura para as mulheres negras, colocando outras escritoras negras em voga, mulheres essas que abriram caminhos para nós. Com Fabrício, tratamos de como traduzir a produção brasileira para o mundo, falando da tradução, da participação de curadorias e eventos em países de língua hispânica e veiculação em revistas do segmento, caminhos que podem ser seguidos para que as produções sejam vistas pelo mundo.  Todas as entrevistas contribuem muito para a criação de políticas públicas que amplifiquem a importância e a contribuição do mercado literário brasileiro para o mundo”, ressalta Márcia.

 

Sobre o FLI BH

Realizado a cada dois anos, o FLI BH oferece atividades diversas para a valorização da literatura, contemplando públicos distintos e abarcando as cadeias criativas, produtivas, formativas e de promoção do acesso ao livro e à leitura. Desde a primeira edição, o Festival já recebeu mais de 500 profissionais e artistas convidados e realizou cerca de 500 atividades voltadas para leitores de todas as idades.

Para conferir a programação completa, acesse: fli.pbh.gov.br.

Serviço: 4ª Edição do FLI BH
Data: até 20 de agosto – online e gratuito
Mais informações: site oficial do evento e plataforma da PBH.