5 November 2026 -
O Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 identificou larvas do mosquito em 2,4% dos 53 mil imóveis vistoriados em Belo Horizonte. O índice classifica a capital como área de médio risco para a ocorrência de arboviroses, como dengue, chikungunya e zika, conforme os parâmetros do Ministério da Saúde, que estabelece índice igual ou superior a 4%, como o risco alto; resultados entre 1% e 3,9% indicam risco médio; já índices abaixo de 1% representam baixo risco.
Os dados apontam ainda que 83% dos focos estão em ambientes domiciliares, o que reforça a necessidade de cuidados e colaboração da população. Os criadouros predominantes encontrados nos domicílios foram: pratinhos de plantas (24,7%), inservíveis (23,2%), recipientes domésticos (17,7%) e barris e tambores (7,2%).
O LIRAa é realizado anualmente em todas as regionais da cidade e permite à Secretaria Municipal de Saúde intensificar as ações de combate ao Aedes aegypti, especialmente nas áreas com maior infestação larvária.
“Os resultados do LIRAa nos ajudam a direcionar as ações de prevenção para as áreas que mais precisam de atenção. Mas o combate ao Aedes aegypti também depende da colaboração da população e precisa ser frequente. Dedicar dez minutos por semana para eliminar possíveis criadouros é uma atitude simples que faz toda a diferença”, destacou a subsecretária de Promoção e Vigilância à Saúde, Thaysa Drummond.
LIRAa por regional e risco
- Barreiro: 2,4% - Médio
- Centro-Sul (incluindo a Hipercentro): 1,6% - Médio
- Leste: 3,2% - Médio
- Nordeste: 2,6% - Médio
- Noroeste: 1,5% - Médio
- Norte: 2,1% - Médio
- Oeste: 1,5% - Médio
- Pampulha: 3,5% - Médio
- Venda Nova: 3,3% - Médio
- Belo Horizonte: 2,4% - Médio
Prevenção
Durante todo o ano, a PBH mantém ações de vigilância e combate às doenças transmitidas pelo mosquito. Os Agentes de Combate a Endemias (ACE) visitam os imóveis, orientam sobre os riscos do acúmulo de água – que pode se tornar criadouro –, explicam como eliminar focos e, quando necessário, aplicam biolarvicidas. Em 2026, até o momento, foram realizadas mais de 3,4 milhões de vistorias.
Também são feitas ações com inseticida a Ultra Baixo Volume (UBV) para o combate aos mosquitos adultos, alcançando cerca de 9 mil imóveis em 2026. O município utiliza ainda drones para captar imagens e identificar possíveis focos, além de aplicar larvicida em locais de difícil acesso dos profissionais que atuam na prevenção.
Belo Horizonte conta ainda com mais de 1,8 mil ovitrampas, que são armadilhas que simulam o ambiente ideal para a reprodução do Aedes aegypti e contêm substâncias que atraem as fêmeas. Instaladas em pontos estratégicos das regionais, elas permitem o monitoramento da circulação do mosquito. Somente em 2026, foram realizadas cerca de 63 mil visitas para acompanhamento.
Mutirões de limpeza são realizados pela Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) durante todo o ano. Em 2026, já foram realizados 239 mutirões de limpeza, com cerca de 374 toneladas de resíduos recolhidos em aproximadamente 49 mil imóveis. Para mobilizar a população, dias antes do mutirão os agentes percorrem as ruas onde será realizada a ação, informando à população a data e horário.
O município conta também com as Estações Disseminadoras de Larvicida (EDL), recipientes com água e telas com larvicida que contaminam as fêmeas do mosquito. Ao visitar outros criadouros, elas espalham o produto, ajudando a impedir o desenvolvimento das larvas. Atualmente, há cerca de quatro mil estações instaladas em áreas mais vulneráveis da cidade, com manutenção quinzenal feita pelos Agentes de Combate a Endemias (ACE).
Outra ação em andamento é a soltura de Aedes aegypti com Wolbachia. Os mosquitos que carregam esse microrganismo têm capacidade reduzida de transmitir dengue, zika e chikungunya, o que ajuda a diminuir o risco dessas doenças. Vale destacar que esse método não envolve modificação genética. Desde 2020, já foram soltos mais de 45 milhões de mosquitos com a bactéria Wolbachia.
Mais informações sobre as doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e formas de combater a proliferação do mosquito estão disponíveis no portal da PBH.
