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Juca Ferreira toma posse da Fundação Municipal de Cultura

21/06/2017 | 16:41 | atualizado em 04/07/2017 | 19:09

“Tudo que formos fazer, iremos fazer conjuntamente. Agora é trabalho!” Foi com essas palavras que Juca Ferreira, novo presidente da Fundação Municipal de Cultura, deu início aos seus trabalhos à frente da gestão da cultura em Belo Horizonte. A posse ocorreu na manhã desta quarta-feira, dia 21, no Salão Nobre da Prefeitura e contou com ampla presença de artistas, gestores culturais e integrantes do poder público, entre eles o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil; o secretário de Estado da Cultura, Ângelo Oswaldo; e o governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel. Em seu discurso de posse, Juca Ferreira deixou claro que o trabalho em conjunto terá importância fundamental.  “Eu prezo muito a participação, antes de tudo, de todo o corpo institucional, pois meu conceito de gestão é de trabalho compartilhado. Não há possibilidade de promover outro tipo de trabalho na Cultura. Todos estão convocados para participar desse processo de estruturação da Secretaria, da divisão de trabalho e principalmente do debate que faremos com a sociedade organizada na área cultural para discutir as políticas públicas da capital.”


Juca, que nasceu no estado da Bahia e foi ministro da Cultura e secretário executivo do Ministério na gestão do músico Gilberto Gil, é sociólogo e defende o uso de intervenções na área cultural como ferramenta eficaz na promoção da igualdade e desenvolvimento humano. “Tenho plena consciência de que a Cultura desempenha um papel decisivo no desenvolvimento social, econômico e político. Muitos não percebem, mas os direitos culturais fazem parte da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. Está lá que os direitos culturais são direitos muito importantes. Eu pretendo trazer esta discussão para cá, pois o Brasil precisa avançar com a incorporação da cultura no centro de desenvolvimento do país e somos nós que estamos nas cidades, nesta relação direta com a população, com os artistas, com os criadores e as manifestações culturais, que cumprimos o papel mais importante nesse trabalho.”

 

21/06/2017 Posse do secretario de cultura Juca Ferreira

Professor da Cultura

Em seu discurso, o prefeito Alexandre Kalil também destacou o importante papel desempenhado pelo novo gestor da Cultura de Belo Horizonte no desenvolvimento social. “O senhor terá autonomia total. O senhor colocará em prática o que sabe fazer de melhor que é a inclusão social através da cultura. A cultura de Belo Horizonte é sua com o apoio da Prefeitura. Você vai por em prática o que ensinou para o Brasil inteiro. E vai colocar em prática em uma cidade que sabe e merece receber uma verdadeira Secretaria de Cultura”, destacou Kalil.

 

Recepção e carinho

Muitos artistas estiveram presentes à cerimônia de posse de Juca Ferreira. Entre eles o bailarino e coreógrafo Rui Moreira, que destacou a vinda de Juca como um momento de união entre o Brasil e Belo Horizonte. “Foi ótimo vir pra cá alguém que não corta pela raiz o que vem sendo feito. Alguém que quer somar para continuarmos levando Belo Horizonte para o lugar que a gente quer. A vinda dele dá significado ao tamanho de BH, ao tamanho de um lugar que é grande não só pelas realizações, mas também pelo que tem que ser feito. Temos que estar atentos a todos esses momentos para transformar nossa cidade num lugar que a gente sabe que tem condições de ser.”


O ator e músico Maurício Tizumba também exaltou a vinda de Juca Ferreira para Belo Horizonte. Segundo ele, a experiência do ex-ministro da Cultura será muito importante para a capital. “A vinda do Juca me alimenta a esperança de que tudo vai caminhar com mais força, mesmo eu acreditando nas coisas feitas de dentro pra fora. Como ele é um camarada muito experiente, eu acredito que vai somar muito ao trabalho desenvolvido na área cultural de BH”, destacou Tizumba que recebeu o apoio de outro músico: Flávio Renegado. “Eu estou muito feliz por achar que avançamos com uma nova voz que vem somar no desenvolvimento da cultura que é feita localmente. Principalmente na cultura ligada às pessoas invisíveis na sociedade. Acho importantíssimo isso e o Juca é um ótimo nome. Estou felizaço.”