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Leito de hospital com uma cama hospitalar branca vazia e aparelhos de apoio, um leito com cortinas azuis abertas e outro com cortinas fechadas.
Divulgação/PBH

Hospital Odilon Behrens otimiza acesso a leitos e reduz tempo de espera com novo modelo de gestão

criado em - atualizado em

O Hospital Metropolitano Odilon Behrens (HOB) vem aprimorando a gestão de leitos e fortalecendo a capacidade de atendimento à população. Por meio do projeto Lean HOB, a unidade aperfeiçoou o planejamento das altas hospitalares e a organização dos fluxos assistenciais, tornando mais ágil a disponibilização de leitos para novos pacientes, sem qualquer prejuízo à qualidade e segurança da assistência.

Os resultados refletem uma evolução consistente ao longo de 2026. Dados do Núcleo Interno de Regulação (NIR-HOB) mostram que entre janeiro e junho o percentual de altas hospitalares realizadas até as 10h passou de aproximadamente 5% para 18,6%. Já as altas concluídas até as 12h cresceram de cerca de 21% para 42,5%, demonstrando o avanço contínuo na organização dos processos internos.

O desempenho também foi observado nas altas médicas. No mesmo período, o percentual de altas registradas até as 10h aumentou de 20,9% para 39,3%, enquanto as realizadas até 12h passaram de 55,6% para 65,5%.

É importante destacar a diferença entre alta médica e a hospitalar. A alta médica ocorre quando o paciente é considerado clinicamente apto para deixar o hospital, após ser avaliado e liberado por todas as especialidades responsáveis pelo atendimento. Em casos mais complexos, como o de uma vítima de acidente de trânsito, por exemplo, o paciente pode receber alta da ortopedia, mas ainda permanecer internado até ser liberado por outra equipe envolvida no cuidado.

Já a alta hospitalar é a etapa final desse processo, quando, além de todas as liberações médicas, também são concluídos os procedimentos assistenciais necessários, como a administração da última medicação, a retirada de acessos venosos, a troca de roupas e as orientações de saída. Somente após a conclusão dessas etapas o paciente deixa o leito e encerra a internação.

Trabalho integrado

Os resultados são fruto do trabalho integrado entre as equipes assistenciais, administrativas e do NIR-HOB, que vêm aperfeiçoando continuamente o planejamento das altas, qualificando os fluxos internos e monitorando indicadores estratégicos.

As ações fazem parte do Lean nas Emergências, iniciativa do Ministério da Saúde da qual o HOB participa desde outubro de 2025. Como um dos desdobramentos desse trabalho, foi implantado o projeto Alta até as 10h, estratégia voltada à qualificação do cuidado e ao fortalecimento da gestão de leitos.

Capacidade do hospital

Mais do que aprimorar processos internos, a iniciativa amplia a capacidade do hospital de responder à demanda por internações. A alta hospitalar ocorre exclusivamente após a alta médica, definida pelo profissional responsável quando o paciente apresenta condições clínicas seguras para deixar a instituição de saúde.

Com o planejamento antecipado dessa etapa e a otimização dos fluxos assistenciais, o leito é preparado e disponibilizado com mais rapidez para receber outro paciente que aguarda internação, ampliando o acesso da população aos serviços hospitalares.

Para a superintendente do Complexo Hospitalar Odilon Behrens, Raquel Felisardo Rosa, os resultados demonstram que eficiência na gestão e qualidade da assistência caminham juntas.

“Nosso compromisso é garantir assistência cada vez mais qualificada, segura e acessível para a população. A alta hospitalar acontece exclusivamente quando o paciente apresenta condições clínicas para retornar ao seu ambiente, após avaliação da equipe médica. O que estamos aperfeiçoando é a organização de todo esse processo. Com planejamento, integração entre as equipes e gestão eficiente dos leitos, conseguimos receber mais rapidamente quem aguarda uma internação, ampliar nossa capacidade de atendimento e utilizar melhor a estrutura do hospital, sempre preservando a segurança e a qualidade do cuidado”, destaca.

A coordenadora do Escritório de Gestão de Altas (EGA), Marina Oliveira, ressalta que projeto representa uma mudança na forma como o hospital organiza o cuidado ao paciente.

“O Alta até as 10h vai muito além de um indicador operacional. Ele fortalece a cultura de planejamento e integração entre as equipes, tornando toda a jornada do paciente mais organizada e segura. Quando a alta é preparada com antecedência, o paciente recebe todas as orientações necessárias para retornar ao seu ambiente com tranquilidade, enquanto o hospital consegue disponibilizar os leitos com maior agilidade para quem aguarda atendimento. É uma estratégia que amplia o acesso da população aos serviços de saúde, melhora a eficiência da assistência e fortalece a qualidade do cuidado prestado”.

Acesso, eficiência e cuidado

A gestão de leitos é uma das etapas mais estratégicas da assistência hospitalar e começa durante a internação do paciente. O planejamento antecipado da alta permite que todas as providências necessárias sejam organizadas antes da decisão médica, garantindo uma transição segura e bem coordenada.

Com isso, após a alta médica, o leito pode ser higienizado, preparado e disponibilizado mais rapidamente para receber um novo paciente. Esse processo reduz o tempo de espera por internações, melhora a utilização da capacidade instalada, fortalece a organização das equipes e torna o atendimento mais ágil e eficiente, sempre com foco na segurança do paciente e na qualidade da assistência.

O monitoramento contínuo realizado pelo NIR acompanha a evolução desses indicadores e orienta novas oportunidades de aperfeiçoamento, consolidando uma gestão de leitos cada vez mais eficiente, responsável e comprometida com o acesso oportuno da população aos serviços de saúde.