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Sala do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro, com leito hospitalar no qual está deitado um paciente, acompanhado por uma técnica de saúde. À frente, outra técnica consulta o computador. Foto ilustrativa.
Foto: Amira Hissa/PBH

Hospital Dr. Célio de Castro tem unidade para tratar acidente vascular cerebral

11/12/2018 | 15:35 | atualizado em 02/04/2019 | 12:06
Três horas e doze minutos foi o intervalo entre os primeiros sintomas de um acidente vascular cerebral (AVC) sentidos pela aposentada Elza Moreira Santos, 76 anos, e a chegada dela ao Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro. Já dentro da unidade de saúde, foram sete minutos entre a tomografia que confirmou o diagnóstico e a trombólise - medicamento venoso utilizado para dissolver os trombos (coágulo) na artéria acometida com o objetivo de desobstruir o caminho e levar novamente o sangue ao cérebro.

Em casos de AVC, popularmente conhecido como derrame, a eficiência do tratamento está diretamente relacionada ao tempo entre o aparecimento dos primeiros sinais e o atendimento médico. O ideal é que o paciente seja atendido imediatamente e medicado dentro de 4h30, a partir do início dos sintomas. De acordo com a Central de Internações da Secretaria Municipal de Saúde de BH, com o funcionamento da Unidade de AVC do Hospital Célio de Castro, ampliou-se o acesso aos exames e à medicação dentro desse prazo, denominado janela terapêutica da trombólise, e não existe mais fila de urgência para atendimento especializado nesses casos.

A médica neurologista e referência técnica da Unidade de AVC do Hospital Metropolitano, Bárbara Arduini adverte que rapidez e qualidade no atendimento são fundamentais para um bom prognóstico. “A reabilitação precisa ser iniciada nas primeiras 72 horas após o aparecimento dos sintomas. Assim alcançamos um bom desfecho nos primeiros três meses após o AVC”, explica.

Desde a sua inauguração com 15 leitos, em agosto de 2017, a Unidade de AVC do Hospital Célio de Castro, que atingiu seu funcionamento 100% (35 leitos) em dezembro do ano passado, tem desempenhado importante papel na Rede SUS-BH. A unidade tem capacidade para atender 90 pacientes por mês.  Só em 2018, foram atendidos mais de mil pacientes com AVC. “Hoje, nenhum paciente da Rede SUS-BH com sintomas de AVC precisa esperar para receber atendimento especializado. Rapidamente, checamos os sinais vitais, o contexto do paciente e adotamos os protocolos recomendados com exames para confirmar o diagnóstico etiológico do AVC e saber a causa”, afirma a neurologista.

Junto com os hospitais Metropolitano Odilon Behrens, Risoleta Tolentino Neves e das Clínicas da UFMG, o Hospital Célio de Castro é referência no atendimento ao AVC. Segundo o Ministério da Saúde, o AVC é a causa mais frequente de óbito na população adulta brasileira e é também, segundo a Organização Mundial de Saúde, a primeira causa de incapacidade no mundo. O Brasil apresenta a quarta taxa de mortalidade por AVC entre os países da América Latina e Caribe.
 


Atendimento qualificado

Habilitada pelo Ministério da Saúde como Tipo III, a Unidade de AVC do Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro oferece atendimento integral, com equipe qualificada, tecnologia de exames e protocolos que englobam todo o cuidado ao paciente com AVC.

O reconhecimento da qualidade da assistência prestada pela equipe multiprofissional e os serviços de excelência oferecidos no Hospital vem como consequência natural do trabalhado desempenhado. “Aqui não importa se é branco, preto, pobre, rico, homem ou mulher, todos são tratados por igual. Nem se eu estivesse pagando receberia um atendimento como o que eu tive aqui”, relata Dona Elza.

A neurologista Bárbara Arduini conta que Elza Moreira dos Santos chegou à unidade de saúde com o lado direito do corpo paralisado e alterações significativas na linguagem, com fala embolada e confusa. Ela assegura que o tempo de resposta foi determinante para o sucesso do tratamento. “Ela está caminhando, conversando muito bem, totalmente recuperada. A alta foi resultado da medicação e do início do trabalho de reabilitação que envolveu, no caso de Dona Elza, a fonoaudiologia e a fisioterapia, além da equipe médica e de enfermagem” afirma.



Pesquisa

O Hospital Metropolitano Dr. Célio de Castro é um hospital geral de retaguarda para urgência e emergência clínica, cirúrgica e AVC. É também referência para a Rede SUS-BH e para o Estado no atendimento de alta complexidade nas especialidades de clínica médica, ortopedia, cirurgia geral, cirurgia vascular, neurocirurgia, neurologia e urologia.

Mensalmente, a instituição aplica uma Pesquisa de Satisfação com 125 pessoas, entre pacientes e acompanhantes, que avaliam a qualidade dos serviços assistenciais. Ao serem indagadas se recomendariam o hospital, 99% das pessoas entrevistadas em setembro de 2018, afirmaram que sim.
 
 

10/12/2018. Hospital Célio de Castro, Barreiro. Fotos: Amira Hissa e Rodrigo Clemente-PBH