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Fotografia em ângulo aberto da entrada da biblioteca. Uma porta cinza está aberta. Acima dela, há uma placa azul onde se lê "Biblioteca Mônica Malaquias de Souza". As fitas vermelhas de inauguração estão cortadas e penduradas nas laterais do batente. Pela abertura da porta, vê-se o interior com estantes de livros, mesa e cadeiras. À esquerda, há uma grande janela quadriculada, e à direita, um corredor longo.
Rafael Costa

Homenagem do CCSB eterniza legado da bibliotecária Mônica Malaquias

criado em - atualizado em

As mais de três décadas dedicadas à promoção da leitura, à formação de leitores e ao fortalecimento da biblioteca pública agora permanecem também na memória da cidade, especialmente da comunidade do bairro São Bernardo, na Regional Norte. Em reconhecimento à bibliotecária e servidora Mônica Malaquias de Souza, falecida em 2025, a biblioteca do Centro Cultural São Bernardo (CCSB), na Regional Norte, passa a levar seu nome. A homenagem foi oficializada em solenidade realizada na terça-feira (11), com a presença de familiares, amigos, colegas de trabalho e frequentadores do equipamento cultural. Na ocasião, também foi aberta a exposição “Quadradinhos da Memória”, que celebra a trajetória da servidora e permanece em cartaz até 31 de agosto.
 

 

O reconhecimento celebra o legado construído por Mônica ao longo de mais de 30 anos de atuação no bairro São Bernardo, onde se tornou referência para a comunidade e para a política pública de Promoção da Leitura da Fundação Municipal de Cultura. "A atuação da Mônica demonstra que uma biblioteca pública vai muito além do acervo. Ela compreendia a leitura como um direito e transformou esse ambiente em um espaço de acolhimento, formação e convivência. Seu legado permanece vivo na memória da comunidade e inspira o trabalho da Fundação Municipal de Cultura (FMC)", afirma a presidenta da FMC, Bárbara Bof.
 

 

Para o diretor de Promoção dos Direitos Culturais da FMC, Frederico Diniz, dar o nome da bibliotecária à biblioteca é uma forma de reconhecer uma trajetória construída diariamente ao lado dos leitores. "Mônica acompanhou a história da biblioteca desde o início e teve papel fundamental em seu fortalecimento. Sua dedicação contribuiu para consolidar esse espaço como referência cultural para o território e aproximar cada vez mais a comunidade da leitura", destaca.

 

Além do novo nome, a biblioteca também recebeu melhorias em sua estrutura, com nova pintura e reorganização do leiaute, tornando o ambiente mais amplo, acolhedor e convidativo para leitores e visitantes.

 

Exposição celebra memórias construídas com a comunidade

 

A trajetória de Mônica Malaquias foi pautada pelos reais objetivos de uma biblioteca pública. Esse é um espaço de acesso livre e democrático à literatura e à cultura. “Uma biblioteca viva acolhe leitores e a comunidade, proporcionando momentos de convivência, troca de experiências e interação. O vínculo que Mônica criou e manteve ao longo de mais de 30 anos de atuação no bairro São Bernardo é o motivo desta homenagem e também do reconhecimento da importância do trabalho dos profissionais bibliotecários para a democratização da leitura e da cultura em nossa cidade", destaca a gerente de Bibliotecas da FMC, Lilia Martins.
 

 

Esse vínculo também inspirou a exposição “Quadradinhos da Memória”, em cartaz até 31 de agosto, durante o horário de funcionamento do Centro Cultural São Bernardo. A mostra nasceu de uma iniciativa da coordenação do equipamento em conjunto com as participantes da oficina de tricô e crochê, frequentadoras da biblioteca que conviveram por muitos anos com Mônica. Com materiais obtidos por meio de doações, elas produziram coletivamente um painel em crochê formado por quadradinhos confeccionados à mão e compartilharam relatos sobre a convivência com a bibliotecária, que passa a integrar a exposição.

 

"Além de cuidar da biblioteca e dos livros, Mônica cuidava das pessoas. Era gentil e acolhedora com todos que passavam por aqui, especialmente com as crianças, para as quais lia com frequência e era um porto seguro, e com as idosas que frequentam a biblioteca e as oficinas de artesanato, com quem construiu uma relação de afeto. Os quadradinhos de crochê simbolizam esse cuidado: uma homenagem feita a muitas mãos para preservar sua memória e o legado que deixou para a comunidade", afirma Ericka Martin, coordenadora do Centro Cultural São Bernardo e idealizadora das homenagens.

 

A Biblioteca do Centro Cultural São Bernardo integra a Rede de Bibliotecas Públicas da Fundação Municipal de Cultura, composta por 22 unidades presentes nos 17 centros culturais, no Museu da Moda, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado (CRCP), na Escola Livre de Artes Arena da Cultura, no Cine Santa Tereza e na Biblioteca Pública Infantil e Juvenil de Belo Horizonte.

Serviço

 

Exposição | “Quadradinhos da Memória”

 

Período: até 31 de agosto de 2026
Visitação: de terça a sexta-feira, das 9h às 18h; aos sábados, das 9h às 17h
Local: Centro Cultural São Bernardo (CCSB) – Rua Edna Quintel, 320, Bairro São Bernardo, Belo Horizonte