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Mais de quinze pessoas, sentadas, assistem a exposição ministrada pro duas pessoas.
Foto: Andrea Moreira

Fiscalização da Pampulha faz parceria com Copasa e Propam

05/03/2018 | 12:21 | atualizado em 12/03/2018 | 11:10

De outubro de 2017 a fevereiro deste ano, a Coordenadoria de Atendimento Regional Pampulha, por meio da Diretoria Regional de Fiscalização, realizaram vistorias conjuntas em estabelecimentos comerciais localizados na Avenida Fleming, no bairro Ouro Preto, por onde passa o córrego do Tijuco, um dos oito afluentes que desaguam na Lagoa da Pampulha. O trabalho integrado contou com a participação da Copasa e também de integrantes do Programa de Desenvolvimento e Recuperação da Bacia da Pampulha (Propam), vinculado à Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMMA).

 

O objetivo foi avaliar as condições das caixas de gordura destes estabelecimentos, seu dimensionamento, adequação, correto funcionamento e ligação na rede oficial da Copasa. Foram vistoriados 34 estabelecimentos comerciais, entre bares, restaurantes e lava-jatos, Os resultados da primeira etapa deste trabalho integrado foram avaliados em uma reunião conjunta realizada no último dia 1º de março, na Regional Pampulha. Participaram da reunião 24 fiscais integrados, 11 fiscais da vigilância sanitária da Pampulha, além de  representantes do Propam, da Subsecretaria de Fiscalização e técnicos da Copasa.

 

Os técnicos da Copasa fizeram uma avaliação positiva do trabalho em conjunto. Explicaram algumas das normas e documentos utilizados pela Copasa na avaliação de uma caixa de gordura em um estabelecimento comercial. Apresentaram o modelo de uma caixa de gordura adequada e seu correto funcionamento.“Uma caixa de gordura inadequada ou sem a correta limpeza deixa passar resíduos para a rede de esgoto, contribuindo para a poluição da Lagoa e dificultando, inclusive, o processo nas estações de tratamento de esgoto (ETE’s)”, explicou o assistente socioambiental da Copasa, Alex Lima Braz da Silva.

 

Fiscal integrado na Pampulha César Henrique salientou a importância de orientar os comerciantes sobre a correta destinação dos resíduos após a limpeza das caixas de gordura: “É uma forma de minimizar o impacto do lançamento irregular de esgoto na Lagoa da Pampulha”, comentou.

 

Já o gerente de Vigilância Sanitária Pampulha, Wagner Cândido da Silva, destacou a importância do trabalho em conjunto e apresentou as atribuições e competências da vigilância para a articulação de um trabalho intersetorial.

 

Fiscal responsável pelo Controle Ambiental do Propam, Merian Regina Mendes falou sobre os desdobramentos desta parceria. “A situação que encontramos na Avenida Fleming é muito importante porque vai gerar estudos que irão subsidiar a administração pública a resolver os problemas existentes não só na nossa região, mas também servir de base para os problemas semelhantes encontrados nas outras regionais”,salientou.

 

O trabalho integrado visa reduzir o lançamento de esgoto na Lagoa da Pampulha e manter a qualidade da água da Lagoa após o processo de despoluição.  Diretora Regional de Fiscalização na Pampulha, Rovena Nacif Martins reconheceu os desafios e apontou expectativas positivas em relação à ampliação desta experiência exitosa. “O trabalho intersetorial trouxe resultados positivos no caso da Fleming. Agora queremos melhorar e avançar no controle dos resíduos na sua origem, pois esta é a melhor forma de combate à poluição hídrica. Se formos além, incluindo todos os resíduos produzidos nos estabelecimentos, teremos a melhoria em outras questões como bota fora, entulhos e, por consequência, nas situações das enchentes”, finalizou.