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Equipe de judô com atletas deficientes físicos participantes do programa Superar praticam judô em sala de treino. Foto: Smel
Foto: Smel

Festival reúne atletas participantes do Programa Superar

29/03/2017 | 12:25 | atualizado em 30/05/2017 | 13:30

No próximo dia 1º de abril, 60 paratletas participarão de um festival esportivo com disputas nas modalidades de judô, tênis de mesa e patinação, no Centro de Referência Esportiva para Pessoa com Deficiência (Avenida Nossa Senhora de Fátima, 2.283 – Carlos Prates). O evento é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Esporte e Lazer (Smel), em parceria com a Special Olympics e faz parte das ações desenvolvidas pelo Programa Superar. Na abertura, às 9h, os atletas e seus familiares vão assistir a uma apresentação de patinação.

 

Luiz Gustavo de Jesus Souza, de 30 anos, prepara-se para a competição de judô e não esconde seu entusiasmo.  O paratleta, que, aos cinco anos, levou um tiro na cabeça, conta que a prática de esportes o ajudou a superar o problema de mobilidade. “O judô mudou minha vida. Por meio dele, conquistei o respeito das pessoas. Hoje tenho uma vida normal”, comemora Luiz Gustavo, que também faz aulas de natação e percussão.

 

Há 13 anos, Selma Gonçalves Ferreira acompanha a filha, Maria Aparecida Borges, 28 anos, nas aulas de natação e tênis de mesa.  A paratleta já foi campeã brasileira de natação, em competição promovida pela Special Olympics. De acordo com Selma Rodrigues, o desenvolvimento de Maria Aparecida é impressionante. “É emocionante ver a melhora da minha filha não só fisicamente, mas também emocionalmente. Quando ela entrou aqui não conseguia nem flutuar e tinha uma diferença no tamanho das pernas e atualmente essa diferença não existe mais”, diz. 

 

Gislane Batista Morais do Nascimento, mãe de Vitor Manoel (de 11 anos, aluno de natação e futebol e portador de paralisia cerebral), orgulha-se da evolução do filho. “A diferença é incrível, principalmente no equilíbrio, coordenação e concentração. Hoje, Vitor consegue subir escadas sem precisar segurar no corrimão”, diz Gislane, que também participa das aulas de ginástica. “É fantástico. É um tempo que tenho para mim. Recarrego as energias e fico muito mais disposta”.

 

Programa Superar

Desenvolvido desde 1994, o Programa Superar tem a perspectiva de elaborar, coordenar, executar e supervisionar políticas públicas de esportes e lazer destinadas às pessoas com deficiência. Atualmente, 600 atletas são atendidos pelo programa. O atendimento direto e permanente é realizado no Centro de Referência Esportiva para Pessoa com Deficiência (CREPPD), localizado no bairro Carlos Prates. 

 

São oferecidas as seguintes modalidades: basquete e bocha regular (em parceria com o Clube Palmeiras), bocha paralímpica, dança, esgrima em cadeira de rodas (em parceria com o Barroca Tênis Clube), futsal, goalball, judô, natação, patinação, rugby em cadeira de rodas, tênis de mesa e voleibol sentado, além de oficina de percussão.

 

O Superar oferece, também, atendimento médico e fisioterápico a seus usuários. O Programa é referência como política pública de esporte e lazer para pessoas com deficiência, atuando na capacitação de mil profissionais por ano.

 

João Bernardo Rodrigues da Silva, um dos idealizadores do Superar, explica que o programa foi criado a partir do diagnóstico realizado em diversas entidades e escolas especiais, onde foi detectada a necessidade de se elaborar uma política de esportes dedicada à inclusão desse público.  “É possível perceber uma melhora na pessoa em curto espaço de tempo. Não só a questão física, mas também comportamental, com a diminuição na ingestão de remédios e uma mudança de comportamento. Nosso grande foco é o trabalho social” afirma.

 

De acordo com o coordenador do programa, Marcelo de Melo Mendes, o Superar é uma política pública de esporte e lazer que possibilita que as pessoas com deficiência motora, visual, auditiva, intelectual e com autismo evidenciem todas as suas potencialidades, garantindo um atendimento inclusivo em sua plenitude, seja no esporte educacional ou de rendimento. “Enquanto uma política pública, preocupamos com a formação de profissionais que serão os multiplicadores do conhecimento sobre o lazer e o esporte para pessoas com deficiência", finaliza.


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