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Moradores, voluntários e funcionários da PBH subindo escadas nas obras de área de risco da Vila Pedreiro Prado Lopes.
Foto: Divulgação/PBH

Famílias e voluntários acompanham de perto obras de contenção na PPL

02/07/2018 | 17:14 | atualizado em 02/07/2018 | 17:34
A vendedora autônoma, Luciana Souza, 21 anos, não vê a hora de voltar para a casa onde vivia com o marido Leonardo e o filho Lucas, na Vila Pedreira Prado Lopes, região Noroeste da cidade. Nascida e criada na Pedreira, esta é a primeira vez que Luciana fica longe da comunidade. Analista social da Companhia Urbanizadora e de Habitação de Belo Horizonte (Urbel), Denise Otati conta que a família de Luciana, e outras quatro que viviam no Beco Maranhão, foram removidas temporariamente de suas residências em função do risco de mais um deslizamento da encosta abaixo das casas provocar um acidente no local. 
 
As quatro famílias que atendiam aos critérios do Programa Estrutural em Áreas de Risco (Pear) foram encaminhadas para o Abrigo Granja de Freitas, enquanto a Urbel realiza as intervenções para acabar com o risco no local. Após a conclusão dos dois muros de contenção, um com 17 metros de extensão e 5 metros de altura e outro com 9 metros de extensão e 4 metros de altura, todas as famílias retornarão para as suas casas. 
 
Mas enquanto não chega o dia de voltar, as famílias e as voluntárias dos Núcleos de Defesa Civil (Nudec) se revezam e acompanham de perto a execução das intervenções, e relembram o medo que sentiram quando a encosta deslizou, em fevereiro deste ano. “Moro aqui na beirada e nunca teve problema antes. Depois que mexeram no barranco pra fazer casa, toda vez que chovia descia um pouco de terra. Em fevereiro teve uma chuva mais forte e desceu muito. Fez muito barulho. Foi um susto grande. Saímos todos de casa correndo e fomos pra rua pedir ajuda”, contou Luciana.  
 
Hoje, com a obra quase concluída, Luciana olha sua casa segura no alto da encosta e já se vê de volta à Pedreira. “Gostei muito da obra. Foi muito rápido. A Urbel acompanhou de perto e tirou nossas dúvidas. É muito boa a sensação de ver minha casa segura agora”, concluiu a moradora. As voluntárias do Núcleo de Defesa Civil (Nudec) compartilham da felicidade das famílias, e acompanham de perto a obra. Josélia do Nascimento, Flor de Maio Ferreira e Marisa Aparecida Silva, que fazem parte do Nudec desde 1998, estão sempre de olho nas questões de risco geológico na comunidade e participam de todas as mobilizações para conscientização dos moradores. 
 
No caso do Beco Maranhão, as voluntárias vêm acompanhando as famílias desde o dia do deslizamento, e hoje comemoram a erradicação de mais uma área de risco na vila. “A obra fez muita diferença. Aqui na parte do fundo é a área que tem mais risco geológico. A pessoa fica pensando só na chuva, com medo do barranco descer. Terra quando desce não tem como segurar. Agora as famílias vão viver mais tranquilas. A obra vai dar mais dignidade, segurança e qualidade de vida pra todo mundo”, ressaltou Josélia.
 
Para o diretor-presidente da Urbel, Claudius Vinícius Pereira, essa parceria com a comunidade e, principalmente, com os voluntários, faz toda a diferença no trabalho que a Urbel realiza nas áreas de risco da cidade. “Os Nudec têm papel fundamental na preservação de vidas. São pessoas que pensam no outro, no filho, no amigo, no vizinho, e em quem, muitas vezes, nem conhecem. O trabalho que realizam nos ajuda a fazer com que as famílias abracem as intervenções da Prefeitura e entendam que quando entramos na vila é para levar benefício para o coletivo e preservar a integridade e segurança das famílias”, concluiu. 
 

02/07/2018. Famílias e voluntários acompanham de perto obras de contenção na Pedreira Prado Lopes. Fotos: PBH/Divulgação


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