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A imagem mostra um campo florido de beijos híbridos, espécie de flor.
Suziane Fonseca / PBH

Espécie híbrida de beijos compõe jardim exuberante na Fundação de Parques

19/04/2018 | 16:50 | atualizado em 13/06/2018 | 17:07

O Jardim de Flores e Cores da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica (FMPZB) é um espaço cheio de charme que, durante todo o ano, proporciona beleza e tranquilidade para os visitantes que lá encontram dezenas de espécies da flora brasileira e exóticas. Além de ser um local onde é possível ter momentos de contemplação, é um cenário ideal para sessões de fotos de casamento, de aniversário e de outras celebrações.



Nesta época do ano, o destaque do jardim, que possui área de 350 m², é uma espécie híbrida que vem fazendo o maior sucesso entre os paisagistas do Brasil e de vários países por sua exuberância, colorido e resistência às variações climáticas. Trata-se do SunPatiens, um híbrido de Impatiens walleriana, planta que também é conhecida por nós, mineiros, como maria-sem-vergonha ou beijinho. 



Atualmente, o Jardim de Flores e Cores possui mil mudas da espécie, que foram plantadas por meio de medida compensatória, e que têm chamado bastante a atenção pela quantidade de flores e por suas cores vibrantes. O interessante é que a planta se adapta bem ao sol pleno ou à meia sombra e que, por causa de seu vigor e ótimo desenvolvimento, ao invés de serem necessárias 25 mudas por metro quadrado (como ocorre usualmente com outras espécies) o plantio de somente sete mudas por metro já permite a composição de um “maciço” de flores impressionante.



Neste sentido, até do ponto de vista de economia, a espécie vem ganhando cada vez mais adeptos no mercado. “Em uma época que a voz de ordem é sustentabilidade, a manutenção dos jardins deve ser econômica e ecologicamente viável, por isso é fundamental usar espécies resistentes, e que ofereçam um colorido atrativo que seduza o olhar. O SunPatiens é menos propenso a doenças porque as pétalas de suas flores permanentes são mais grossas e a folhagem é mais resistente e, com seus caules fortes e robustos, a planta tolera baixas temperaturas, inclusive geadas leves, chuvas e ventos”, explica a bióloga Sâmara Álvares Martins Noronha, do Jardim Botânico da FPMZB.



Responsável pela manutenção das áreas verdes da Zoobotânica, Marcelino Geraldo de Magalhães explica que as flores dessa espécie atraem bastante a atenção das pessoas. E permitem que os jardins tenham dinamismo na composição e distribuição das espécies de plantas nos canteiros. “É muito importante criar uma dinâmica nos jardins, pois isso faz com que as coisas não fiquem do mesmo modo. Nossa intenção é sempre fazer desses jardins espaços atraentes e diversificados para que se tornem cenários interessantes e possam chamar a atenção das pessoas por sua beleza e harmonia.”, diz.



Canteiros floridos tanto sob sol pleno ou à meia sombra, prosperando praticamente o ano todo, é um bom argumento para ampliar o número de jardins floridos na Fundação. “O plantio no Jardim de Flores e Cores foi nosso projeto-piloto. Agora nosso desejo é cultivar outras mudas da espécie em outros espaços da Zoobotânica e também dos parques”, argumenta Marcelino. 



Dedicação é o que não falta para manter a beleza do local. Responsável pelo Jardim de Flores e Cores há sete anos, o jardineiro Marcelo Geraldo Fernandes demonstra satisfação pelo que faz. “Quando começo um canteiro, um espaço totalmente sem vida e depois de algumas etapas (como escarificar, adubar, plantar, irrigar) vem o resultado final, que é um jardim lindo de flores, eu sinto que minha alma fica plena", revela.