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Quadrinista Érica Awano em frente a uma estante repleta de quadrinhos
Foto: Divulgação

Érica Awano será a homenageada do FIQ-BH 2018

05/02/2018 | 10:21 | atualizado em 15/02/2018 | 13:19

O Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte (FIQ-BH) terá como homenageada da edição 2018 a quadrinista Érica Awano. Lenda do mangá nacional, Érica trabalhou em séries de destaque nacional e internacional, como “Street Fighter Zero 3”, “Holy Avenger” e “GGWP”. O FIQ-BH 2018 é uma realização da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Fundação Municipal de Cultura e Secretaria Municipal de Cultura (FCS). A 10º edição do festival acontece de 30 de maio a 3 de junho de 2018, na Serraria Souza Pinto.

 

 

Formada em Letras e Literatura pela Universidade de São Paulo (USP), Érica Awano começou a trabalhar profissionalmente com a minissérie em quadrinhos “Street Fighter Zero 3”, escrita por Marcelo Cassaro. A parceria se repetiu na premiada série “Holy Avenger”, título que durou 42 edições - na época, considerado o quadrinho nacional mais longevo para público adolescente - e “DBride”, publicada originalmente dentro da revista Dragon Slayer. As duas histórias são ambientadas em um cenário de jogo de RPG (Role Playing Game) chamado “Tormenta”, título para o qual a desenhista vem atuando também como ilustradora, tanto em capas como na criação visual de vários personagens e cenários. Trabalhou para o mercado estadunidense e europeu em títulos como “Warcraft Legends”, série de mangá ambientado no famoso jogo “World of Warcraft” e “The Complete Alice in Wonderland”, roteirizada por Leah Moore e John Reppion, colorida por PC Siqueira.

 

 

Em 2006, Awano participou do álbum em comemoração aos 25 anos de “O Menino Maluquinho”, de Ziraldo. Já em 2009, trabalhou no álbum “MSP 50”, em homenagem aos 50 anos de carreira de Mauricio de Sousa, no qual escreveu e desenhou uma história do Chico Bento. Em 2016, participou de “Memórias do Maurício”, ilustrando o relato do encontro e amizade com Osamu Tezuka, considerado por muitos como o pai do mangá moderno. O trabalho mais recente no mercado brasileiro data de 2017 na série “GGWP”, produzida pela Riot Games do Brasil, baseada em relatos de jogadores em partidas de “League of Legends”.

 

 

FIQ-BH

Em 1997, quando Belo Horizonte comemorou seu primeiro centenário, a capital foi sede de diversos eventos e homenagens. Um deles, em especial, chamou a atenção de todos, com convidados nacionais e internacionais de renome, transformando BH, pela primeira vez, no maior ponto de encontro latino-americano de HQs. Era a 1ª Bienal de Quadrinhos, realizada nos espaços nobres e históricos da Serraria Souza Pinto. A partir de 1999, rebatizado como Festival Internacional de Quadrinhos (FIQ), o evento configurou-se como referência obrigatória para os quadrinistas e hoje pode ser considerado o principal do gênero na América Latina.

 

 

O FIQ-BH é um espaço propício para o encontro de profissionais e a troca de experiências artísticas e pedagógicas relacionadas à linguagem da arte sequencial. Além das diversas atividades oferecidas, artistas acadêmicos convidados estimulam a capacitação de profissionais e incentivam formação de jovens quadrinistas. A edição mais recente do FIQ-BH, realizada em 2015, recebeu mais de 80 mil pessoas do Brasil e de outros países.