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Moradores de rua dançando em círculo
Foto: Thayná Almeida

Encontro Musical leva alegria e folia para moradores de rua de Venda Nova

06/03/2020 | 14:13 | atualizado em 06/03/2020 | 14:24

A população em situação de rua da região de Venda Nova participou de um Encontro Musical na Praça do Restaurante Popular Venda Nova (Rua Padre Pedro Pinto, 2277), no final de fevereiro. O encontro é parte das atividades do programa O Papo é Pop, desenvolvido pelo Serviço Especializado em Abordagem Social (SEAS), que tem um cronograma mensal de atividades coletivas voltadas para a população em situação de rua.
  
O próximo encontro para a população em situação de rua de Venda Nova vai acontecer no dia 12,  no Centro Cultural Venda Nova (Rua José Ferreira dos Santos, 184 - Jardim dos Comerciários), em parceria com a Diretoria Regional de Saúde.  Durante a atividade, os usuários vão contar com exame clínico e tratamento odontológico.

Cerca de 40 pessoas, na maioria homens adultos, participam mensalmente das atividades. Uma Kombi passa em pontos específicos dos bairros Mantiqueira, Lagoa, Céu Azul, Letícia, Rio Branco e Santa Mônica para transportar os usuários até o local da atividade. No encontro musical realizado na praça, os participantes foram recebidos com um café da manhã.


 

Bloco de rua

Por conta do Carnaval, a atividade de fevereiro foi inspirada em um bloco de rua com marchinhas escolhidas pelos usuários, produção de máscaras e adereços, além de pinturas de rosto. Todas as atividades foram acompanhadas por arte educadores que, juntamente com o público, tocaram instrumentos musicais e cantaram as marchinhas.

O Núcleo de Arte e Educação do SEAS é composto por 16 artistas, entre eles artistas plásticos, atores e músicos. Todos os dias eles realizam esse trabalho de levar a cultura para os usuários e apresentar-lhes a arte como forma de comunicação, educação e sensibilização.

Segundo Luciene Guedes, supervisora do SEAS, o objetivo do encontro é promover um momento de união e diversão, fazendo com que as pessoas em situação de rua busquem seus direitos de forma coletiva. “Nosso foco é dar visibilidade para esse público que é visto de forma discriminatória”, disse Luciene.


 

História de superação

Serli Silva Felix, de 47 anos, viveu na rua por mais de 20 anos. Hoje ela está em processo de ressocialização, através do Programa Bolsa Moradia da Prefeitura de Belo Horizonte, para ter condições de alugar uma casa. Serli participa de todas as ações organizadas pelo SEAS. Ela conta da felicidade de participar, depois de tanto tempo, de um bloquinho de carnaval. “É a primeira vez que eles fazem esse tema. Fiquei muito feliz em participar e poder sentir a alegria do Carnaval”, disse.


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