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Casarão do Museu Histórico Abílio Barreto
Foto: Ricardo Laf

Em exposição, Museu Abílio Barreto mostra relação de seu casarão com a cidade

17/12/2019 | 16:27 | atualizado em 17/12/2019 | 16:57

A Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Municipal de Cultura abrem ao público nesta sexta-feira, dia 20, a exposição “Complexa Cidade”, no Casarão do Museu Histórico Abílio Barreto. A mostra explora Belo Horizonte dentro do histórico Casarão, umas das construções mais antigas da cidade. A exposição de longa duração pode ser visitada às terças, sextas-feiras, sábados e domingos de 10h às 17h, e nas quartas e quintas-feiras de 10h às 18h30. A entrada é gratuita.

A mostra foi concebida diante do desafio de abordar aspectos da cidade a partir do acervo do Museu Histórico Abílio Barreto. Ao longo do percurso, dois circuitos de visitação simultâneos e complementares, em suas complexas relações de oposição e reciprocidade, articulam a casa e a rua como dimensões privada e pública da cidade. Por meio de objetos, vestígios arqueológicos, mapas, fotografias, pinturas e representações literárias, a exposição propõe ao visitante uma reflexão acerca da complexidade da cidade e das múltiplas maneiras de ocupá-la.

Para a Secretária Municipal de Cultura e presidenta interina da Fundação Municipal de Cultura, Fabíola Moulin, a mostra é mais uma iniciativa do Museu que contribui para o fortalecimento dos laços de pertencimento à cidade e formação da identidade belo-horizontina. “Pensar a história de Belo Horizonte está no cerne do Museu Histórico Abílio Barreto, e a exposição reforça sua missão educativa de comunicar o acervo histórico da cidade gerando reflexões sobre a dinâmica urbana”.

As salas do Casarão estão organizadas por temas que perpassam os dois circuitos de visitação. Os dois primeiros temas propõem uma reflexão sobre o circuito ‘Habitar a Casa’, inicialmente apresentando os materiais construtivos e os tipos de edificações que se diversificam tanto ao longo do tempo quanto em relação ao universo social e, em seguida, por meio de fotografias e plantas da cidade, trazendo as casas, vizinhanças e fronteiras da cidade.

Já o circuito ‘Habitar a Rua’ está representado por uma sala que trata do Arraial do Curral Del Rei e da construção da Nova Capital. Neste circuito, o território urbano é apresentado por meio da projeção de mapas, textos e fotos de Belo Horizonte sobre a superfície de uma maquete topográfica da cidade que retrata o crescimento da capital.

Há ainda a poética urbana, que apresenta a narração de poemas e músicas, abordando percepções singulares sobre Belo Horizonte. “Estamos inaugurando o primeiro dos dois circuitos que compõem a mostra ‘Complexa Cidade’, que se completará no próximo ano. Por meio dessa exposição e do programa educativo, o museu convida os visitantes a estabelecerem um diálogo permanente, buscando a construção coletiva das memórias locais”, afirma Sara Moreno, diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura.


O Casarão do MHAB


Construído em 1883, o Casarão foi sede da Fazenda do Leitão, uma das mais produtivas da região do antigo Arraial do Curral Del Rei. Com paredes feitas em pau-a-pique, o espaço é um exemplar típico das construções rurais mineiras dos séculos XVIII e XIX.

Até a inauguração do MHAB, em 1943, o Casarão foi sede de diversas iniciativas públicas, como o Centro de Pesquisas Agronômicas, da Secretaria de Estado da Agricultura, e um posto veterinário, ligado ao Ministério da Agricultura. O Casarão do MHAB foi tombado pelo patrimônio histórico em 1951, passando a ser preservado privilegiando sua característica de documento histórico apto às ações de pesquisa e divulgação.