Pular para o conteúdo principal

Painel da Feira de Cultura Povos em Conexão, com representação de índio e mundo.
Foto: Peônia Pires

Diversidade racial foi destaque de Feira de Cultura escolar

09/11/2017 | 16:43 | atualizado em 20/11/2017 | 13:49

Buscando potencializar o papel da escola como difusora da história e da cultura indígena, em prol de uma formação para a cidadania responsável e para construção de uma sociedade justa, democrática e com igualdade de direitos, a Escola Municipal Professor Amilcar Martins (EMPAM), na região Pampulha, em Belo Horizonte, promoveu, no dia 28 de outubro, a Feira de Cultura EMPAM com o tema Povos em Conexão.
 

A Feira de Cultura EMPAM apresentou diversos trabalhos artísticos, literários e científicos, produzidos pelos estudantes ao longo deste ano de 2017, com as temáticas indígena e africanidades. O objetivo da Feira foi trabalhar as questões étnico-raciais com os estudantes e mostrar para a comunidade escolar a importância da efetivação da política de Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e Indígena. Aproximadamente 680 pessoas visitaram a Feira.
 

As atrações especiais ficaram por conta da Feira de Artesanato Indígena e da presença de índios Pataxós, da cidade mineira de Carmésia, cuja tribo foi visitada pelos estudantes da EMPAM em outubro deste ano. Estudante do 8º ano, Mariana Kely, 13 anos, considerou tudo muito interessante: “Meu trabalho foi sobre os povos indígenas. Representamos a pesca. Construímos um cenário, junto com as professoras de Matemática, que ilustrou um pouco da cultura indígena.”
 

Para o estudante do 6º ano, Valter Rui, 12 anos, a Feira foi uma oportunidade de conhecimento: “Pra mim foi muito legal, porque tive a oportunidade de trabalhar com energia mecânica e estar junto do meu pai para realizar o trabalho”, contou. Já o estudante do 7º ano, Carlos Eduardo, 13 anos, apreciou a diversidade dos trabalhos apresentados: “Eu gostei da Feira porque esse ano teve bastante variedade de amostras. Meu trabalho era robótica, sendo que essa é a oficina que participo na Escola Integrada.” 
 

Organizadora da Feira de Cultura, a professora Cláudia Prais explicou que a Feira trouxe como diferencial a presença de 26 integrantes da tribo Pataxós que apresentaram aos estudantes seu artesanato e dança típica. Além disso, os alunos do terceiro ciclo foram os protagonistas de seus trabalhos e tiveram a ajuda dos pais, que escolheram o tema a ser apresentado. “Contamos com a participação do primeiro e segundo ciclos e das turmas de EJA  e EJA Juvenil, além da parceria com a Escola Integrada", ressaltou a professora.
 

Para a vice diretora da EMPAM, Peônia Pires, é fundamental trabalhar com os estudantes as questões étnico-raciais: "Foi uma interação importante das culturas afro, indígena e brasileira.  A presença dos índios na escola foi uma oportunidade para os alunos desmistificarem a ideia de que o índio é selvagem ou outro tipo de preconceito."

 

A E.M. Professor Amilcar Martins fica na Rua Prelúdio, nº 50, bairro Santa Amélia. O telefone para contato é o 3277-7850.

Painel da Feira de Cultura Povos em Conexão da E.M. Professor Amilcar Martins.
Painel da Feira de Cultura Povos em Conexão da E.M. Professor Amilcar Martins.
Desenhos espalhados pelo chão feitos pelos estudantes para a Feira de Cultura.
Desenhos espalhados pelo chão feitos pelos estudantes para a Feira de Cultura.
Cartazes com pinturas de borboletas afixadas nas paredes.
Cartazes com pinturas de borboletas afixadas nas paredes.
Feira de artesanatos indígenas feitos por índios Pataxós.
Feira de artesanatos indígenas feitos por índios Pataxós.
Apresentação de dança dos índios Pataxós.
Apresentação de dança dos índios Pataxós.
Estudantes e professores interagem na apresentação de dança dos índios Pataxós.
Estudantes e professores interagem na apresentação de dança dos índios Pataxós.