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A foto mostra um auditório onde há cerca de 50 pessoas sentadas, entre elas agentes da guarda municipal.
Foto: Divulgação PBH

Debate apresenta estudo sobre gangues no ambiente urbano

28/08/2018 | 19:40 | atualizado em 28/08/2018 | 19:40

A Secretaria Municipal de Segurança Prevenção (SMSP) realizou nesta terça-feira, dia 28, o segundo encontro do projeto Prevenção em Debate, com a palestra do sociólogo, jornalista e pesquisador de Segurança Pública da Fundação João Pinheiro, Luís Filipe Zilli, sobre seu estudo intitulado “O Bonde tá Formado: Gangues, Ambiente Urbano e Criminalidade Violenta”.

Participaram do encontro os servidores que atuam como técnicos e analistas na Diretoria de Prevenção da SMSP, agentes da Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH) e profissionais das demais secretarias que desenvolvem serviços voltados à prevenção. Em seu pronunciamento, feito na abertura do debate, o secretário municipal de Segurança e Prevenção, Genilson Zeferino, destacou a importância de trazer o tema das gangues e de outros assuntos relacionados com a segurança para o debate com os servidores municipais.

De acordo com a diretora de Prevenção da SMSP, Márcia Alves, que  é a idealizadora do projeto Prevenção em Debate, a palestra proporcionou um debate aprofundado sobre a formação de gangues juvenis em Belo Horizonte possibilitando que, a partir da compreensão desse fenômeno, possam ser desenvolvidas estratégias eficazes  de atuação do município no campo da prevenção. O encontro teve início às 14h e se estendeu até as 17h, no auditório  JK da Prefeitura de Belo Horizonte. 

Realizado entre os anos de 2009 e 2011, junto a 40 adolescentes de BH com envolvimento em homicídios e com o tráfico de drogas, que estavam em cumprimento de medidas socioeducativas de internação, o estudo aborda a questão da associação dos jovens em gangues  como uma  espécie de mecanismo de defesa frente às adversidades de um ambiente instável e hostil, como é o encontrado nos aglomerados.

Segundo o autor, o resultado consiste em uma análise das relações de rivalidade violenta, denominadas como “guerras entre gangues”  e busca avaliar as principais características destas rivalidades, especialmente no aspecto da adoção de uma identidade grupal associada a territórios específicos e bem delimitados destes grupos.