8 Maio 2026 -
O Centro de Referência de Assistência Social (Cras) Alto Vera Cruz, da Prefeitura de Belo Horizonte, sediou nesta sexta-feira (8) mutirão, realizado pelo Centro de Reconhecimento de Paternidade do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais (CRP-TJMG), para agilizar processos. O evento proporcionou que famílias pudessem ter acesso a serviços gratuitos como teste de DNA e reconhecimento espontâneo do suposto filho e paternidade e/ou maternidade socioafetiva.
Thaís Cristina Rocha da Costa, estudante com 16 anos, aproveitou o Mutirão de Reconhecimento de Paternidade e entrou com o pedido de exame de DNA do filho, Nathan Gustavo Rocha, com 2 meses. Ela conta que o pai tentou registrar o filho em cartório e não conseguiu pôr também ser menor. “A oportunidade é muito boa. Vou fazer o teste de DNA para incluir o nome do pai no registro”, disse.
Já os aposentados, Alcedino Rodrigues Oliveira e a esposa Miriam de Oliveira, se inscreveram no evento para fazer o reconhecimento socioafetivo de Lucas Oliveira Martins, de 33 anos, acompanhados de uma das três filhas do casal, Melissa de Oliveira. Alcedino conta que o pai de Lucas deu a guarda para o casal quando o garoto tinha 7 meses e depois sumiu. Eles tinham a guarda legal de Lucas até os 18 anos, e agora querem formalizar para que ele tenha os mesmos direitos legais que as filhas. “Queremos fazer o registro e reconhecê-lo como pai e mãe”, explica. Miriam explica que a oportunidade é a realização de um sonho.
A coordenadora do Cras Alto Vera Cruz, Daniele Caldas, explica que o TJMG propôs o mutirão com o objetivo de tornar esses serviços mais acessíveis à população. “A ação está em sintonia com o fortalecimento do vínculo familiar, um dos principais objetivos da Assistência Social, além de tornar o serviço jurídico acessível para a população em um território de vulnerabilidade social”, explicou.
