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No sala JK sa PBH,muitas pessoas assistem a posse do Conselho Municipal de Política Cultural de BH.
Foto: Ricardo Laf/PBH

Conselho Municipal de Política Cultural tem nova gestão

06/04/2018 | 18:50 | atualizado em 06/04/2018 | 18:52

Os 42 novos conselheiros integrantes do Conselho Municipal de Política Cultural (COMUC), instância consultiva e deliberativa vinculada à Secretaria Municipal de Cultura (SMC), tomaram posse na noite de quinta-feira, dia 5. Os novos representantes da sociedade civil e do Poder Público foram eleitos para o biênio 2018/2019. 

 

 

A cerimônia, realizada na sede da Prefeitura, contou com as presenças do vice-prefeito de Belo Horizonte, Paulo Lamac, do secretário municipal de Cultura, Juca Ferreira e do presidente da Fundação Municipal de Cultura, Romulo Avelar, além de autoridades e pessoas da área cultural.

 

Juca Ferreira iniciou sua fala saudando os conselheiros que encerraram a última gestão do COMUC (biênio 2016/2017). “É importante reconhecer o trabalho feito, com muito empenho, por cada um dos conselheiros que hoje entregam mais uma gestão. Mas, não em razão dos conselheiros, encontramos uma situação de baixa representação. E precisávamos alterar esse quadro”, disse o secretário.

 

Segundo Juca, ao se assumir o desafio de ampliar e qualificar a participação no conselho, tornando-o mais representativo do conjunto da sociedade de Belo Horizonte, foi necessário realizar um trabalho de escuta e de mobilização. “Fizemos diversas reuniões com os setores artísticos e culturais, reunindo artistas e técnicos. Realizamos uma caravana de mobilização nos equipamentos públicos de cultura espalhados por todas as regiões da cidade. Demos continuidade aos processos de aprimoramento do conselho e do próprio processo eleitoral para esta nova composição”, explicou.

 

Os resultados, refletidos no processo eleitoral e na nova composição do COMUC indicam alterações significativas em relação à participação social e à representatividade. Apresentaram-se para a eleição 104 candidatos, número recorde de participantes, comparado com os biênios anteriores. Em 2015, apenas 22 pessoas se inscreveram para as vagas. Em 2013, foram 82 inscritos, e, em 2011, 58. Quanto à participação dos eleitores, foram mais 2.500 votos no total, que elegeram significativa participação feminina, maioria entre os conselheiros titulares.

 

O vice-prefeito Paulo Lamac ressaltou a importância do aumento da representatividade. “É interessante olhar para os conselheiros e perceber como este é um conselho da diversidade. Isso é um salto. Eu fico feliz de fazer parte de uma administração que propõe a mudança. Paga-se um preço alto por isso, mas o importante é acreditar na mudança. E não tenho dúvida de que mudará para melhor”, afirmou.

 

 

 

Desafios

De acordo com o secretário municipal de Cultura, os novos conselheiros terão muitas responsabilidades e desafios. “Os desafios são muitos. Antes de aprovar o plano estratégico da Secretaria Municipal de Cultura, onde esboçamos os contornos das nossas responsabilidades, nossas metas e objetivos, vamos submetê-lo ao conselho. A responsabilidade dos novos conselheiros é enorme porque vão participar de uma política importante, normalmente deixada de lado, mas que nós prezamos muito, que é a cultura. Participam do conselho representantes setoriais e regionais da sociedade civil e iremos acolher com o máximo de carinho as propostas, as considerações, o que vier do conselho”, afirmou.

 

 

O presidente da Fundação Municipal de Cultura, Romulo Avelar, enfatizou a necessidade da construção de políticas mais inclusivas e de descentralização. “Claro que precisamos de mais recursos para a cultura, mas a gestão também precisa avançar. Precisamos trabalhar as interfaces da cultura com outros setores, consolidando parcerias com instituições de diversas ordens. Precisamos encarar a prioridade das ações formativas, pensar a Fundação e a Secretaria para além da sua estrutura  e dos seus equipamentos, de forma a focar em uma política cultural para toda a cidade”, considerou.