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Artista Jorge Aragão em primeiro plano com multidão ao fundo em apresentação na Praça da Estação pela Virada Cultural de 2026

Com público recorde, Virada Cultural é marcada por operação integrada que garantiu segurança e transporte gratuito

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A 11ª edição da Virada Cultural de Belo Horizonte alcançou um público recorde de 514 mil pessoas ao longo das 28 horas ininterruptas de atrativos artísticos e culturais no último sábado (29) e domingo (30). A expressiva participação popular no Hipercentro e vários equipamentos públicos da capital foi acompanhada por uma operação integrada da Prefeitura, que envolveu ações de limpeza urbana e gestão de resíduos, transporte e trânsito, saúde e segurança.

Os pontos de maior movimentação da programação foram o Parque Municipal Américo Renné Giannetti, o complexo do Viaduto Santa Tereza, que inclui o equipamento cultural CRCURB, e a Praça da Estação.

Mobilidade urbana e transporte gratuito

A PBH montou operação especial para garantir o deslocamento seguro do público. A ação contou com o trabalho de 127 profissionais no sábado e 137 no domingo, entre agentes de trânsito, operadores de rádio e empregados da BHTrans e da Superintendência de Mobilidade (Sumob), atuando em campo e a partir do Centro de Operações Integradas da Prefeitura (COP-BH). As equipes realizaram 240 intervenções de trânsito, incluindo sinalizações e interdições de vias estratégicas.

No transporte coletivo, a população contou com o benefício da Catraca Livre (gratuidade no transporte municipal), que teve início antecipado e excepcional às 18h de sábado em função da abertura da Virada Cultural. Durante o período de gratuidade foram realizadas 34.524 viagens de ônibus, das quais 4.747 correspondem às linhas do "Madrugão", operadas entre 0h e 3h59 de domingo com 128 itinerários disponíveis, incluindo a Linha 10 (Madrugão/Circular Noturno), que atende polos como Floresta, Savassi, Mercado Novo e área hospitalar.

As estações de transferência do Move Rio de Janeiro e Carijós, além dos corredores das avenidas Antônio Carlos, Pedro I e Cristiano Machado, funcionaram durante toda a madrugada de domingo, complementando o esquema, que contou ainda com mais de 60 viagens de reforço para a região central.

Sustentabilidade e apoio à catação solidária

Durante o evento, a Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) recolheu 63 toneladas de resíduos urbanos. A estrutura operacional mobilizou 75 garis, 15 caminhões de coleta e oito caminhões-pipa por dia, atuando antes, durante e após a programação em serviços de varrição, recolhimento e lavagem das vias públicas. Para orientar o descarte correto do público foram instalados 205 contêineres de 240 litros e recipientes específicos para garrafas de vidro.

A agenda socioambiental do evento contou com o projeto Reciclabelô, viabilizado em parceria com a Fundação Municipal de Cultura, que garantiu a coleta seletiva de 4 toneladas de materiais recicláveis. A ação envolveu 186 trabalhadores — sendo 136 catadores autônomos e 50 integrantes de cooperativas e associações —, que receberam renda mínima, equipamentos de proteção individual (EPIs), alimentação, água, sacos para recolhimento e identificação oficial.

Todo o material reciclável recolhido durante o evento será doado à Associação dos Catadores de Papel, Papelão e Materiais Reaproveitáveis (Asmare), contribuindo para a reconstrução da capacidade produtiva da instituição, recentemente afetada por um incêndio.

Segurança preventiva

A Guarda Civil Municipal de Belo Horizonte (GCMBH) empenhou 592 agentes e 53 viaturas ao longo de todo o circuito da Virada. A estratégia operacional priorizou o patrulhamento comunitário, a orientação e a prevenção.

Os agentes realizaram 198 abordagens, prestaram 378 orientações preventivas e responderam a 485 pedidos de informação do público, incluindo 15 atendimentos a turistas estrangeiros.

Os dados evidenciam que a Virada Cultural proporcionou ao público uma experiência pela cidade de forma segura, tranquila e acolhedora, reforçando a capacidade do evento de promover o encontro, a convivência e o acesso à cultura no espaço urbano.

Ao longo de toda a programação, não foi registrado nenhum incidente grave, demonstrando a efetividade do planejamento integrado e das ações preventivas realizadas durante o evento.

Atendimento ágil de saúde

A Prefeitura instalou postos de atendimento e equipes médicas de prontidão em todos os eixos do circuito, garantindo assistência rápida e preventiva ao público. As equipes realizaram 46 atendimentos de saúde em todo o perímetro da Virada Cultural, índice considerado baixo para um evento que reuniu mais de 500 mil pessoas.

A presença dos profissionais de saúde foi distribuída de forma estratégica pelos principais polos do evento, incluindo a Praça da Estação, Parque Municipal, Viaduto Santa Tereza, Espaço Amazonas e a região do Espaço Bahia/Sula/Mercado das Flores.

A grande maioria dos casos atendidos nos postos foi de sintomas leves, indisposições e pequenas intercorrências, acolhidas e resolvidas no próprio local pelas equipes de plantão. Apenas oito casos demandaram encaminhamento e remoção para unidades de saúde de referência, demonstrando a resolutividade do esquema de apoio médico e a eficiência dos protocolos de segurança do evento.

Geração de empregos

Além do grande público, a 11ª Virada Cultural movimentou a economia e a geração de empregos na capital. Ao todo, a realização do evento envolveu diretamente mais de 3,8 mil profissionais entre bastidores, produção, segurança e atrações artísticas, consolidando o evento como uma das principais plataformas de trabalho e renda para o setor.

A operação de infraestrutura e logística envolvida nas etapas de montagem, realização e desmontagem do evento contou com a atuação de 422 vigilantes e seguranças, 135 carregadores e 110 brigadistas. A gestão do evento reuniu 200 produtores das áreas artística, técnica, de credenciamento e da equipe de comunicação da Fundação Municipal de Cultura.

A estrutura de bastidores (graxa) e o suporte direto às atrações mobilizaram ainda 2.975 pessoas, reunindo artistas, mestres de cerimônia, técnicos de som, iluminação e painéis de LED, intérpretes de Libras, equipes de acolhimento e recepção, além de parceiros e prestadores de serviços integrados. A dimensão das equipes reflete a capacidade técnica do evento, a garantia de acessibilidade e o apoio à cadeia produtiva das artes em Belo Horizonte.

A realização bem-sucedida da Virada Cultural reafirma o evento como uma das mais consistentes políticas públicas de democratização da cultura e ocupação democrática do espaço urbano do país. Ao aliar planejamento operacional integrado, gratuidade no transporte público, compromisso socioambiental e suporte direto à cadeia produtiva das artes e da cultura, a Prefeitura de Belo Horizonte assegura o direito à cidade e fortalece a economia da cultura na capital.

O êxito dos indicadores operacionais reflete a força e a qualidade artística dos agentes culturais da cidade e a capacidade de gestão do município em realizar eventos de grande porte com foco na segurança, na acessibilidade e no respeito ao cidadão e aos trabalhadores da cultura, consolidando a Virada Cultural como um patrimônio coletivo de Belo Horizonte. Vale destacar ainda que o compromisso com as políticas culturais do município segue durante todo o ano de forma gratuita em todas as regionais.