Pular para o conteúdo principal

Circuito Municipal de Cultura oferece workshop, brincadeiras e contação de histórias
Divulgação/PBH

Circuito Municipal de Cultura oferece workshop, brincadeiras e contação de histórias

criado em - atualizado em

O Circuito Municipal de Cultura está com atividades artísticas em cinco Centros Culturais Municipais durante o mês de janeiro. A programação contempla oficinas lúdicas, contação de histórias e intervenções brincantes são voltadas para o público infanto-juvenil e adulto. As atividades serão realizadas entre os dias 14 e 22 de janeiro, no Centro Cultural Zilah Spósito, Centro Cultural Vila Marçola, Centro Cultural Usina da Cultura, Centro Cultural Bairro das Indústrias e Centro Cultural Lindeia Regina. Já nos dias 26, 27 e 28, acontece o workshop de dança “Compartilhando práticas abertas”, ministrado pelo dançarino e coreógrafo Volmir Cordeiro. O workshop é resultado da parceria entre o “Terça da Dança”, projeto especial do Teatro Marília, e o “Verão Arte Contemporânea 2026 (VAC).  Mais  informações estão disponíveis no site do Circuito Municipal de Cultura.

O Circuito Municipal de Cultura é realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, em parceria com o Instituto Odeon. As atividades nos Centros Culturais Municipais são gratuitas e não é necessário retirar ingresso ou fazer inscrição prévia.

Centros Culturais Municipais

A programação tem início no dia 14 de janeiro, às 16h, no Centro Cultural Zilah Spósito, com o workshop “Ritmo de Rua”. No encontro, o dançarino Jhonny Breezy propõe uma oficina de danças urbanas voltada para adolescentes e adultos, unindo movimento, saúde e integração social. Os participantes são estimulados a interagir entre si e com a comunidade, fortalecendo vínculos, promovendo bem-estar e ampliando sua formação dentro do contexto cultural.

No dia 16, sexta, às 15h, o Centro Cultural Vila Marçola recebe a intervenção brincante “1, 2, 3 Tô Salvo (?)”, com as artistas Anair Patrícia e Rikelle Ribeiro. A atividade convida adultos, jovens e crianças a se divertir, jogar e celebrar corpos negros vivos, a partir de brincadeiras como pular corda, esconde-esconde, pegador e outras que surgirem das memórias e desejos de quem estiver brincando. Ações que são permeadas de contação de histórias negras e a criação de desenhos, que após sua criação são colocados no espaço público, fazendo com que a ação de “1,2,3 Tô Salvo” continue em uma exposição pela cidade.

Já o Centro Cultural Usina da Cultura recebe, no dia 20, às 17h30, a oficina “Bambobrincante”, conduzida pela arte-educadora Sofía Luciana Rojas Núñez. A iniciativa propõe democratizar o acesso ao circo, despertar a criatividade e valorizar o brincar como experiência artística e educativa. Durante as vivências, os participantes são convidados a construírem seu próprio bambolê artesanal, utilizando materiais simples e acessíveis, e a explorarem, em seguida, os primeiros truques e jogos de movimento com o aro.  Aberta a todos os públicos, com foco em crianças e adolescentes, a oficina estimula a coordenação motora, a concentração, a expressão corporal e o fortalecimento de vínculos comunitários.

As atividades seguem no dia 21, às 14h, no Centro Cultural Bairro das Indústrias, com a atividade formativa “Eu-Recirque Circo – Reciclagem”. A atividade contempla a confecção de materiais circenses com aulas de iniciação ao malabarismo, proporcionando aos participantes uma vivência completa que une criatividade, movimento e consciência ambiental. Cada participante construirá 3 aros de malabarismo com materiais recicláveis, que serão utilizados durante a prática e levados para casa ao final da atividade. A oficina é ministrada pela multiartista venezuelana Veruschka Pachano, experiente praticante das artes circenses.

Uma tarde de contação de histórias encerra a programação no Centros Culturais Municipais, no dia 22, às 14h, no Centro Cultural Lindeia Regina. A contadora de histórias, autora e tradutora de literatura infantil Anna Lirah convida o público para conhecer a história “Dona Joaninha quer brincar”, livro autoral direcionado para a primeira infância. A proposta é uma performance de 40 minutos, direcionada para as crianças de até 6 anos, com muita cantiga de roda e pequenas paródias criadas pela autora, além dos diversos personagens que vão saindo da caixinha e conquistando a plateia. A personagem Dona Joaninha entrou em cena em 2017, também com uma fita no cabelo (como a Dona Baratinha), mas, ao invés de dinheiro, traz brinquedos na caixinha. Em 2024, a convite da Cora Editora, Anna Lirah lança a versão de seu conto em forma de livro.

Parceria VAC e Terça da Dança - Workshop “Compartilhando práticas abertas” 

O workshop “Compartilhando práticas abertas” é uma parceria do projeto “Terça da Dança” com o “Verão Arte Contemporânea 2026” (VAC), e conta com a participação do dançarino e coreógrafo Volmir Cordeiro. Na residência, o artista propõe uma semana dedicada a seus princípios de criação: a expressividade do rosto e do olhar, a urgência de existir para o outro, a potência que nasce dessa relação e a profusão de palavras e imaginários. A proposta é praticar danças-metamorfoses, mudar de direção sem aviso e cultivar um movimento coletivo em fluxo contínuo, onde criação e conversa se misturam como modos de escuta, presença e invenção.

A aula aberta e a oficina serão realizadas no CRDançaBH e o bate-papo no Teatro Marília. O workshop é destinado a pessoas maiores de 18 anos, profissionais, amadores ou praticantes do movimento, que cultivem o desejo de estar em sintonia com o próprio corpo e abertas ao trabalho de criação. As inscrições são feitas online até o dia 16 de janeiro no link

Volmir Cordeiro - Dançarino, coreógrafo e doutor em dança pela Universidade Paris VIII (França), o artista desenvolve seu trabalho entre criação, pesquisa e prática pedagógica em diferentes países. Céu, rua, calçada, abrigo estão entre suas obras, que abrangem solos, criações in situ e peças para grupos. É autor de Ex-Corpo (Ed.CND, 2019), livro dedicado às figuras da marginalidade na dança contemporânea e à relação entre arte e pesquisa. 

Sobre o Circuito Municipal de Cultura

O Circuito Municipal de Cultura foi criado com o compromisso de oferecer uma programação contínua, em diversos formatos, a partir de ações descentralizadas nas nove regionais da PBH. Desde então, o projeto tem realizado shows, espetáculos cênicos, intervenções urbanas, exibição de filmes e mostras temáticas, além de atividades de reflexão e formação em diferentes linguagens artísticas, reforçando seu importante papel de fomento.

Entre dezembro de 2019, quando foi lançado, e setembro de 2025, o Circuito Municipal de Cultura realizou 1150 atividades artísticas e culturais, que alcançaram um público estimado de aproximadamente 630 mil pessoas. Incluindo ações presenciais, virtuais e híbridas, a programação ocorrida durante esse período histórico do projeto movimentou a contratação de quase 7 mil artistas e profissionais técnicos da cadeia produtiva da cultura.