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Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado
Foto: Ricardo Laf

Centro de Referência Lagoa do Nado inaugura exposição “Maracatu Chico Rei”

13/12/2019 | 17:04 | atualizado em 15/12/2019 | 23:39

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, inaugura, neste domingo, dia 15, a exposição “Maracatu Chico Rei”, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. Estandartes, figurinos, instrumentos musicais, partitura e outros elementos apresentam ao público o poema sinfônico afro-brasileiro “Maracatu Chico Rei”, composto em 1933, por Francisco Mignone, e inspirada na lenda de Chico Rei.

A abertura da exposição, que tem entrada gratuita, acontece às 15h, durante os Festejos na Lagoa, comemorações que acontecem mensalmente no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado. A exposição será montada no Casarão. Também haverá o lançamento da 13ª Edição da Revista “Canjerê”, produção Casarão das Artes, com a performance “Chico Rei”.

Com curadoria de Luciana Cândida Gomes (Dj Black Josie) e Marcial Da Luz de Ávila Júnior, a exposição tem como inspiração o bailado/poema sinfônico afro-brasileiro, Maracatu Chico Rei. O bailado, com coro, orquestra e baile só foi apresentado de forma completa uma única vez, no Teatro Municipal do Rio de Janeiro, em 1939.

Ao retratar uma música significativa do repertório sinfônico brasileiro do século XX, a mostra apresenta como são artificiais os conceitos clássicos de “popular” e “erudito”. Reconhece na composição tida como erudita, a riqueza dos elementos culturais populares oriundos das diversas etnias indígenas, das diversas tribos e nações africanas, e também europeias que fazem parte da identidade brasileira.

“A exposição Maracatu Chico Rei integra as políticas voltadas para a cultura popular e saberes tradicionais. A abertura dessa mostra fecha com chave de ouro as atividades de 2019 do CRCP”, afirma Bárbara Bof, diretora de Promoção dos Direitos Culturais. 

A mostra apresenta ilustrações inspiradas na obra, sobre as cenas da música que revelam sons e passagens da história do Brasil. Elementos lúdicos convidarão os visitantes a uma viagem no tema. A exposição será dividida em dois momentos: no primeiro espaço, dedicado à música erudita com tema popular, serão explorados os sons e estimulados os sentidos dos visitantes que poderão interagir com os instrumentos e partituras.

O segundo espaço será dedicado ao universo de Chico Rei. A montagem transportará os visitantes para dentro da mina e do reinado, com um teto imitando o interior de uma mina de ouro e um painel alegórico que traz a figura de um Rei com trajes africanos ambientado num cenário cristão, com silhuetas de uma vila e igrejas como destaque. Nessa sala, um trono interativo convida os visitantes a vivenciarem o reinado com a coroa e o cetro, além de trazer elementos do Maracatu como estandartes, pálio, figurinos e a Calunga.


A lenda de Chico Rei


Apesar de não haver registros históricos, Chico Rei é um personagem da tradição oral de Minas Gerais. Nascido na África, integrando a família real como rei do Reino do Congo, ele foi trazido ao Brasil em um navio negreiro escravizado, e tinha como seu nome original Galanga. Durante a viagem no navio negreiro, sua esposa e sua filha foram mortas e jogadas ao mar.

Ao desembarcar no país foi batizado com o nome cristão “Francisco” e comprado para trabalhar em uma mina de Villa Rica, a antiga Ouro Preto. Com o tempo e o trabalho duro nas minas, ele conseguiu comprar sua alforria e a de outros conterrâneos, que passaram a chamá-lo de rei. Segundo a lenda, o grupo passou a integrar uma irmandade devota de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos e de Santa Efigênia, que ergueram a Igreja de Nossa Senhora do Rosário.

Durante os dias de festa da santa, ocorriam as solenidades da irmandade, denominadas Reinado de Nossa Senhora do Rosário, com música, indumentárias e danças típicas. Muitos grupos atribuem a Chico Rei a origem do congado.


Festejos na Lagoa

A comemoração do aniversário de cinco anos do Centro de Referência  começa às 10h, na tenda do Bosquinho, com o Projeto “Nujazz no Parque”, em que os DJs Leo Oliveira e Rafael Roots trazem o som novo do Afrojazz, do Nujazz, do Fusion, do Jazz House e do Electronic Jazz.


Exposição Maracatu Chico Rei
Abertura: domingo, dia 15, às 15h
Visitações: Até novembro de 2020. De terça a sexta, das 9h às 18h
Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado - Rua Ministro Hermenegildo de Barros, 904, Itapoã
ENTRADA GRATUITA
Informações: 3277-7420


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