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Dez alunos usando uniforme da escola observam potes com ovos de mosquito

Campanha de conscientização nas escolas marca o Dia D de Combate a Dengue

30/11/2018 | 17:48 | atualizado em 04/12/2018 | 15:22

Com atividades educativas, exposição do Aedes aegypti e de animais peçonhentos, além de distribuição de panfletos, a equipe de controle de zoonoses do Centro de Saúde do Bairro Pompeia, realizou, na sexta-feira, 30 de novembro, Campanha de Conscientização e Alerta Contra a Dengue nas escolas, Municipal Emídio Berutto e Estadual Geraldina Soares. As ações na comunidade escolar fazem parte da programação do Dia D de Combate a Dengue, da Prefeitura de Belo Horizonte, por meio das secretarias municipais de Saúde e Educação.

 

Agentes de Combate a Endemias mostraram como evitar situações favoráveis ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika, chikungunya e febre amarela. Dentro de garrafas pet, os alunos conheceram a evolução do mosquito nas formas de ovo, larva, pupa e adulto, como ele se reproduz, e aprenderam a identificar possíveis focos.

 

Sueli de Fátima Facundo, agente de zoonoses responsável pela ação, explica que a proposta é transformar as crianças e adolescentes em multiplicadores. “Nós temos esse retorno, quando vamos fazer vistorias nas casas. As crianças falam para os pais que estivemos na escola e repassam nossas orientações sobre a forma correta de eliminar objetos que podem acumular água”, afirma.

 

A estudante Camila Vitória, 13, disse que nunca prestou atenção no risco que os entulhos representam. “Eu achei bem legal o pessoal ter vindo aqui e explicar pra gente o risco que é deixar potes, garrafas e pneus no quintal para acumular água. Vou explicar tudo pra minha mãe” afirmou, confiante. André Peter, 12, também vai chamar a atenção dos pais para os cuidados em casa. “Eu entendi como o mosquito da dengue evolui e vou falar para os meus pais que têm que tomar cuidado e tirar os pratos de água dos vasos das plantas”. Pablo Henrique, 13, entendeu a importância da colaboração de todos. “Todo mundo tem que limpar o quintal para não ter foco do mosquito da dengue”, alertou. Os alunos também aprenderam que entulho atrai cobras e escorpiões.

 

Foto de fachada de escola


 

Levantamento

Os Agentes de Combate a Endemias da Regional Leste fazem visitas periódicas e, além das atividades de rotina, são responsáveis pelo LIRAa (Levantamento do Índice Rápido do Aedes aegypti), que identifica as áreas da cidade com maior infestação do mosquito e os criadouros predominantes. Por meio deste levantamento, são mapeadas as regiões que necessitam de maior cobertura e intensificação das ações de controle e mobilização social.

 

O Bairro Pompeia apresentou o índice larvário de 2,7%, considerado o mais alto da Região Leste. De acordo com bióloga Mara Regina da Silva, referência técnica de Zoonoses da Regional, o Índice de Infestação Predial foi de 1,6%, considerado médio risco. O índice é considerado baixo quando estiver abaixo de 1%, médio entre 1,0 e 3,9%, e alto risco acima de 4%.

 

De acordo com o levantamento realizado em todas as regionais da Capital, 83,4% dos focos do mosquito são encontrados em residências, com predominância nos inservíveis (materiais que não possuem utilidade como garrafas, copos de plástico, etc.), pratos de plantas, barris/tambores, além de outros recipientes que acumulam água.