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Mais de vinte pessoas vestidas de branco, do Candomblé, homenageiam Iemanjá na beira da Lagoa da Pampulha. Mais de cem pessoas assistem.
Foto: Divulgação/PBH

Blocos de rua do Carnaval presenteiam Iemanjá na Pampulha

02/02/2018 | 19:03 | atualizado em 15/02/2018 | 15:06

Neste domingo, dia 4 de fevereiro, movimentos da cultura negra de Belo Horizonte irão saudar a Mãe dos Peixes e Rainha do Mar, Iemanjá. A manifestação reverencia a pluralidade cultural, a festividade dos rituais de Candomblé e de Umbanda e o resgate das raízes dos terreiros. 

 

Além da tradicional celebração dos sacerdotes e do cortejo do Afoxé Bandarerê, haverá apresentações dos blocos Angola Janga e Alô Abacaxi. Tudo isso em frente ao Portal de Iemajá. A realização é da Associação Cultural Afoxé Bandarerê, que conta com apoio da Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da Belotur.

 

O ritual litúrgico começa às 14 horas com a concentração. Às 15h30, os atabaques esquentam com o Bandarerê e logo após, às 16h30, as oferendas ao Orixá feminino serão colocadas na lagoa da Pampulha. Após este ritual começa a festa carnavalesca com os tamborins do Alô Abacaxi e Angola Janga que acontece até às 19 horas.

 

Para o fundador do Afoxé Bandarerê, Márcio Eustáquio , mais conhecido como Tata Kamus'ende, o presente de Iemanjá é um ato de resistência da cultura negra e religiosa de Belo Horizonte. “Valorizando a força ancestral e resistindo com uma cultura que contempla 53% da população da cidade, ocuparemos a Pampulha, patrimônio da humanidade. Com chuva ou sem chuva estaremos lá, resilientes”, enfatiza Tata Kamus'ende.

 

 

Tradição

Representada sob a forma de uma sereia, Iemanjá, conhecida também como Dona Janaína e unificada com a Iara, a sereia do Amazonas, tem sincretismo religioso com as Santas Católicas Nossa Senhora dos Navegantes, Nossa Senhora da Glória e Nossa Senhora da Conceição. Ela é a mais celebrada dos orixás e também a santa mais popular do Brasil. A Mãe dos Peixes, reverenciada também pelas artes, se popularizou por meio de canções de Clara Nunes, Caetano Veloso, Rita Ribeiro, Gerônimo, Marisa Monte, além de ser tema em várias escolas de samba.

 

A festa é comemorada em todo país, no dia 2 de fevereiro de cada ano, quando é celebrado o Dia de Iemanjá. Em Belo Horizonte, desde 2014, com o apoio da Coordenadoria de Promoção da Igualdade Racial (CPIR), a manifestação começou a ser realizada na Lagoa da Pampulha, sempre no domingo mais próximo ao dia 2 de fevereiro.

 

 

Serviço

5º Presente Ecológico de Iemanjá
Dia: 4 de fevereiro, domingo.
Início: 14 horas
Término: 19 horas
Local: Em frente ao Portal de Iemanjá, Av. Otacílio Negrão de Lima, s/no – Praça Alberto Dalva Simão (Praça de Iemanjá).