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Homem anda de biclicleta em ciclovia em local arborizado. Ao fundo, outra pessoa de bicicleta.
Foto: Divulgação/PBH

BH em Pauta: Novo plano vai implantar 400 Km de ciclovias

07/08/2017 | 16:24 | atualizado em 10/08/2017 | 16:04
A bicicleta vem se tornando um meio de transporte cada vez mais comum em Belo Horizonte, apesar de muitas ladeiras da cidade exigirem um esforço extra dos ciclistas. Veículo de baixo custo e manutenção, não poluente, silencioso e flexível quanto aos deslocamentos, a bicicleta ainda promove um aumento da qualidade de vida de quem a usa.

Atualmente, a capital mineira conta com aproximadamente 83 quilômetros de ciclovias. O programa Pedala BH, criado pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), por meio da BHTrans, gera facilidades a quem opta por usar a bicicleta como meio de transporte. Mas o objetivo é avançar.

O Plano Diretor de Mobilidade Urbana de Belo Horizonte (PlanMob-BH) identificou 411 quilômetros de rotas cicláveis (ciclovias e/ou ciclofaixas) e a PBH tem trabalhado para atingir a meta de implantação dessas rotas.

Após vários estudos e reuniões do grupo de trabalho “GT Pedala”, formado por técnicos da BHTrans e ciclistas de Belo Horizonte, foi desenvolvido, como parte do PlanMob, o Plano de Mobilidade por Bicicleta 2017/2020. O planejamento contou ainda com a participação da Associação dos Ciclistas Urbanos de Belo Horizonte, BH em Ciclo, Secretaria Municipal Adjunta de Planejamento Urbano, Sudecap e Câmara Municipal.

O plano prevê a expansão das ciclovias, atingindo os 411km até 2020. Com isso, a expectativa é de que 6% de todos os deslocamentos da capital se deem por meio do uso da bicicleta.

O Plano de Mobilidade por Bicicleta é composto por mais de cem ações, previstas para serem realizadas durante o mandato do prefeito Alexandre Kalil. No dia 18 de julho passado, o plano foi apresentado ao prefeito e aprovado. De acordo com Alexandre Kalil, a bicicleta é um caminho sem volta em Belo Horizonte.


Cidade mais humana

Além da implantação de novas ciclovias e de bicicletários no metrô e nas estações de integração do Move, o plano propõe a manutenção da rede cicloviária existente, a implantação de paraciclos nas escolas municipais e campanhas educativas.

Outra ação que merece destaque é a implantação do projeto “Zona 30”, que visa a limitar a velocidade máxima em algumas vias da capital a 30 km/h, de forma a estimular o compartilhamento dos espaços entre carros, bicicletas e pedestres, tornando a via mais segura para todos.

Carlos Edward Campos, ciclista há 42 anos e integrante da BH em Ciclo, acompanhou todo o processo de elaboração do plano e acredita que, ao ser executado, não apenas os ciclistas serão beneficiados, mas toda a cidade. “O plano vai muito além da infraestrutura cicloviária, pois estaremos dando um passo enorme na direção da melhoria da mobilidade urbana na cidade, na construção de uma cidade mais humana e, concretamente, promovendo o uso da bicicleta como meio de transporte”, afirma Carlos.

De acordo com Eveline Trevisan, coordenadora de sustentabilidade e meio ambiente da BHTrans, o plano é muito bom, coerente e ancorado no Plano de Mobilidade de Belo Horizonte – PlanMob-BH. “O plano vai além da infraestrutura para as ciclovias, abrangendo também campanhas educativas e legislação”, informa Eveline.
 
 

07/08/2017. Plano de Mobilidade - Bicicletas em BH. Fotos: Divulgação/PBH

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