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Oito pessoas fazem coleta seletiva de lixo utilizando uma esteira elétrica.
Foto: SLU

BH em Pauta: Esteira automatizada auxilia coleta seletiva

11/10/2017 | 18:29 | atualizado em 11/10/2017 | 18:32

O trabalho realizado pela Cooperativa dos Trabalhadores com Materiais Recicláveis da Pampulha se tornou mais prático e seguro. A cooperativa já conta com uma esteira elétrica para a separação dos materiais recicláveis. A esteira está em funcionamento desde o fim de julho na sede da cooperativa, localizada à avenida Antônio Carlos, no bairro São Francisco. Contudo, a cerimônia de inauguração ocorreu em setembro passado, para oficializar e comemorar a nova fase da cooperativa.


Foram investidos cerca de R$ 80 mil, incluindo a compra da máquina e os custos com reformas e instalação elétrica. A PBH custeou R$ 50 mil. “Estamos preparados, agora, para receber uma maior demanda de materiais recicláveis, por isso é tão importante a participação de todos”, afirma Ivaneide da Silva Souza, presidente da cooperativa.

 

Ivaneide esclarece que o novo equipamento tem a função de distribuir os resíduos com mais agilidade entre os catadores que realizam essa segregação, para posteriormente serem encaminhados às empresas responsáveis pelo processo de reciclagem. Segundo ela, antes os materiais eram manuseados no chão, gerando, assim, algum risco de acidente com cacos de vidro e outros objetos perfurocortantes. “Agora, os resíduos são apresentados de forma mais visível e organizada, o que aumenta a produtividade e possibilita queda na taxa de rejeitos”, explica.


A presidente da cooperativa observa que o investimento gerou conforto e melhorou as condições de trabalho: “Otimizando essa produção, consequentemente a renda dos catadores de recicláveis também poderá ser incrementada.” A nova tecnologia permite que até 15 pessoas trabalhem simultaneamente na operação do maquinário durante o processo de triagem.



Panorama do serviço

A coleta seletiva em Belo Horizonte destina, por dia, cerca de 20 toneladas de recicláveis, como papel, metal, plástico e vidro, às sete cooperativas parceiras da Prefeitura. Além de destinar socialmente todo o material recolhido para essas associações de catadores e trabalhadores com materiais recicláveis, a PBH, por meio da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), também providencia a construção e reforma de galpões, para a triagem dos resíduos, e paga despesas como as de aluguel e telefone.


No caso da chamada Coleta Seletiva Solidária, em funcionamento em partes dos bairros Colégio Batista e Floresta, o recolhimento, a separação e comercialização do material são feitos pela própria associação de catadores da região, a Cooperativa Solidária de Trabalhadores e Grupos Produtivos da Região Leste. A Superintendência de Limpeza Urbana (SLU), inclusive, coloca à disposição dessa cooperativa um caminhão de coleta, para o transporte dos materiais até os galpões de triagem e processamento.


Segundo Aurora Pederzoli, chefe do departamento de programas especiais da SLU, as associações de catadores ligadas ao município vêm buscando novas tecnologias e se capacitando ao longo dos anos, realizando a triagem dos resíduos com mais eficiência. “Isso nos anima e nos dá mais confiança nesse processo de ampliação da coleta seletiva em BH, que tanto desejamos e de que tanto necessitamos”, observa Aurora.

 

 

11/10/10/2017. Esteira de Coleta Seletiva da SLU. Fotos: Divulgação/PBH