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Seis agentes de limpeza urbana, vestidos de laranja, com botas, luvas e boné, fazem limpeza de córrego.
Foto: Lidiane Sant'Ana

BH em Pauta: Barreiro faz ações de prevenção contra chuvas

25/10/2017 | 15:56 | atualizado em 09/11/2017 | 12:53

Uma série de ações estratégicas, preventivas e educacionais foi realizada em outubro pela Prefeitura de Belo Horizonte (PBH), no Barreiro, com vistas ao período chuvoso. O escoamento de grande parte da água da chuva que cai sobre da região é feito pelas galerias da avenida Tereza Cristina, o que a faz receber uma atenção especial da equipe de limpeza urbana. Em um único dia, por exemplo, foram retiradas três toneladas de lixo de 71 bocas de lobo. O trabalho preventivo ocorreu no trecho que abrange os bairros Tirol e Santa Margarida, para onde convergem os córregos Olaria, Jatobá, Túnel e Camarões.


A força da enxurrada pode arrastar o lixo por vários quilômetros. Por isso, as ações que refletem na vazão das galerias da avenida começam bem acima. No alto do bairro Independência, uma área alvo de deposição clandestina de lixo foi totalmente revitalizada pela PBH.

Mais de dez toneladas de lixo e entulho foram retiradas da rua C com rua Alfeu Gonçalves Queiroga, em uma ação que mobilizou equipes da limpeza urbana e de infraestrutura da PBH, por meio da Regional Barreiro. Um pouco mais abaixo, foram removidas 64 toneladas dos pontos mais críticos do Córrego Jatobá. Segundo o gerente regional de limpeza urbana Johnny Borges, o trabalho foi feito ao longo de sete dias, em uma área de mais de 10 mil metros quadrados. A limpeza é fundamental para evitar inundações. “Pneus, galhos de árvore e até sofás: retiramos de tudo nas entradas das galerias”, relata Johnny.

Uma bananeira ou um tronco de árvore atravessado em um canal retém muitos outros objetos e forma uma barreira que facilmente ocasiona alagamentos, cujas proporções podem ser grandes. Para evitar que isso se repita, a PBH também investe em ações educativas constantes. A equipe de mobilização da Superintendência de Limpeza Urbana (SLU) faz campanhas porta a porta para enfatizar aos moradores a forma correta de acondicionar o lixo domiciliar, bem como os locais, datas e horários de recolhimento.

Há mais de 60 pontos de deposição clandestina de lixo e entulho na região do Barreiro. Na maior parte deles são removidas toneladas de resíduos semanalmente. Em alguns deles, a retirada é feita duas vezes por semana.

Quando a irregularidade ocorre em passeios e lotes vagos, a fiscalização é uma grande aliada. Dedicada exclusivamente a fiscalizar esses locais, a fiscal Iris Abreu, da Regional Barreiro, conta que faz mais de cem vistorias por mês. “Nos passeios, o mais comum é encontrar materiais de construção e entulho. Faço sempre uma ação educativa quando encontro o proprietário.”

O proprietário tem prazo legal de um dia para retirar o material depositado irregularmente. A multa para quem não cumprir o prazo é de mais de R$1.300, no caso de material de construção, e de R$5.400, quando tratar-se de entulho. “A orientação é que o material de construção descarregado no passeio seja guardado em no máximo um dia e que nesse período ele não interrompa a passagem de pedestres. O entulho deve ser descartado diretamente em caçamba”, orienta Iris.

De setembro a outubro, foram emitidas mais de 200 notificações. Bairros como o Novo das Indústrias, Lindéia, Vale do Jatobá, Bonsucesso e Diamante são os que têm maior registro desse tipo de irregularidade na região do Barreiro.
 
 

25/10/2017. Boca de lobo não é lixeira. Fotos: Lidiane Santana/PBH