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Bailarinho do Grupo Corpo segura bailarina que executa um movimento de dança. Foto: Grupo Corpo Divulgação
Foto: Grupo Corpo Divulgação

BH aposta na sua riqueza cultural para alavancar turismo

28/03/2017 | 20:28 | atualizado em 29/03/2017 | 12:01

Que cultura e turismo andam de mãos dadas já é sabido, ainda mais numa cidade com tantas e diversas riquezas culturais, como Belo Horizonte. Aproveitar esse potencial é uma das metas para o crescimento do turismo. Pensando nisso, Belotur e Fundação Municipal de Cultura elaboraram um plano em conjunto que prevê o envolvimento de grupos culturais tradicionais como indutores de turismo na cidade. Sendo assim, grupos conhecidos, como o Corpo, Primeiro Ato, Grupo Galpão, Tambor Mineiro, Clube da Esquina, Giramundo Teatro de Bonecos, Ateliê Fernando Pacheco, entre outros, estão sendo inseridos numa agenda positiva para que possam trabalhar e explorar melhor seu potencial turístico.

Na prática, o trabalho elaborado pela Belotur e FMC consiste em consultoria e articulação, que auxilia esses grupos na estruturação mais adequada de seus espaços físicos e de suas programações para receberem visitantes, treinamentos e capacitações de empreendedorismo na área do turismo, em parceria com o Sebrae (MG), além de uma intensa articulação com a cadeia produtiva do segmento, que coloca os grupos culturais em contato mais próximo com agências de viagem, guias, plataformas de venda de turismo de experiência, hotéis etc., a fim de gerar sustentabilidade e rentabilidade para os grupos culturais.

Outra ação tem sido a inserção desses espaços em roteiros de viagens de imprensa especializada, assim como em grupos de operadoras e agências de viagem. "Estamos impulsionando ícones culturais de Belo Horizonte, que têm potencial para serem grandes indutores de visitantes à cidade. São marcas já estabelecidas e aprovadas pelo público, muito conhecidas mundo afora e que carregam Belo Horizonte junto. Cabe ao Poder Público apenas mostrar a importância deles no cenário turístico da cidade e auxiliá-los a buscarem caminhos para se efetivarem como atrativos turísticos. O mais difícil eles já fizeram, que é se sustentar por tanto tempo e construir uma história de muito sucesso", salienta o diretor de Promoção e Marketing da Belotur, Gustavo Mendicino.

Para o analista do Sebrae (MG), Renato Lana, Belo Horizonte é uma cidade criativa por natureza. “A prova disso é o nosso Carnaval, que hoje é um dos principais do país, uma realidade da nossa economia criativa. Precisamos aproximar os empreendedores da cultura aos do turismo, pois isso significa unir inovação e criatividade com a ponta do mercado. Essa integração faz da economia criativa belo-horizontina geradora de negócios para o turismo. E agrega valor à experiência de quem o consome, que sejam os belo-horizontinos ou os próprios turistas”, analisa Lana.

Gisele Milagres, coordenadora-geral do Galpão Cine Horto vê com bons olhos a iniciativa. “Através dessa interlocução com a Prefeitura, estamos potencializando a troca de experiências com o público em geral. Com isso, estamos sistematizando e profissionalizando a visitação ao Galpão Cine Horto, recebendo pessoas que possuem interesse em conhecer um pouco do que são os bastidores do espetáculo, da história do Galpão, das nossas ferramentas e bonecos”, explica.

“A iniciativa da Prefeitura de munir grupos culturais com informações técnicas do turismo e de Belo Horizonte, por meio de palestras da Belotur, e, por outro lado, a capacitação de empreendedorismo do Sebrae são fatores muito importantes para que cresçamos juntos, unindo as cadeias produtivas do turismo e da cultura em prol da cidade”, pontua Tito Fernandes, produtor do Giramundo Teatro de Bonecos.

Com todo esse esforço, esses grupos culturais passaram a entrar na agenda turística da cidade, com roteiros de visitação que podem ser agendados. Veículos de comunicação de repercussão nacional já estão trabalhando pautas para divulgarem para todo o país esse novo turismo de experiência cultural. E agências de turismo de Belo Horizonte já estão visitando os espaços desses grupos culturais, para que tenham novas opções de promover a cidade. “O objetivo do turismo de experiência é proporcionar imersão na identidade de cada destino. Vivenciar os grupos culturais, tendo acesso aos atores da nossa cultura e momentos de interação que geram emoção, conhecimento e um maior engajamento com o público é elemento fundamental para o desenvolvimento desse segmento como atrativo turístico”, comenta Fernanda Maia, diretora da Experience Infinity, especializada em turismo de experiências.


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