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Quaresmeira florida na calçada de rua no centro de Belo Horizonte.
Foto: Rodrigo Clemente

Belo Horizonte tem mais de 300 espécies de árvores floríferas

04/07/2018 | 15:41 | atualizado em 04/07/2018 | 15:42

Em qualquer época do ano, é possível ver uma flor quando se olha para o alto da copa das árvores, na capital. O Inventário das Árvores de Belo Horizonte que está sendo realizado pela PBH, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, já identificou a existência 566 espécies diferentes de árvores floríferas em Belo Horizonte, entre 300 mil árvores já recenseadas, das quais, 308 espécies correspondem a árvores com floração expressiva, e 141 produzem frutos que podem ser consumidos pela fauna urbana e pela população.

 

Um dos responsáveis por esse levantamento, o arquiteto Júlio De Marco conta que a Sibipiruna é, neste momento, a árvore florífera mais comum na cidade, com 18.946 unidades catalogadas. “Essa é uma árvore nativa brasileira, de grande porte e usada na arborização da maioria das grandes cidades brasileiras. Em Belo Horizonte é muito comum em todas as regiões”, disse. 

 

As árvores floríferas mais comuns, até agora, são:
 


Ordem

Espécies Floríferas mais comuns

Quantidade

1

Sibipiruna 

18.946

2

Murta 

18.585

3

Quaresmeira

10.502

4

Ipê rosa

9.665

5

Resedá

6.321

6

Pata de vaca

6.263

7

Ipê tabaco

6.034

8

Magnólia

5.599

9

Escumilha africana

5.388

10

Ipê amarelo

2.807

 

Região Oeste concentra maior quantidade de árvores floríferas da cidade

A floração das árvores já chamou a atenção de quem mora e passa sempre pelos bairros da região Oeste da cidade. O ator Elton Monteiro é morador do Betânia e já escolheu sua rua preferida. “A rua Maria de Carvalho, no Betânia, me chama muito atenção. Ela faz parte do meu caminho todos os dias e pela quantidade de Sibipirunas que tem no passeio fez com que ela ficasse com um sombreamento bom, é fresca, tem um clima agradável”, contou Elton. 

 

A Murta é a segunda espécie de árvore florífera mais encontrada na cidade, são 18.585 unidades catalogadas. A espécie não é brasileira, mas de acordo com Júlio De Marco, se adaptou muito bem no Brasil. “Ela é um arbusto, uma árvore pequena, fácil de ser conservada e de floração variada e, por isso, é muito apreciada pelos proprietários de imóveis”, afirmou o servidor. 

 

As espécies que são mais conhecidas da população como os Ipês e as Quaresmeiras também fazem parte das árvores floríferas mais comuns de BH.

 

04/07/2018. Árvores floríferas. Fotos: Adão de Souza e Rodrigo Clemente/PBH