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Mulher senegalesa
Foto: Divulgação

Ativista senegalesa em direitos humanos vem a BH e visita programa da Prefeitura

20/11/2019 | 18:45 | atualizado em 21/11/2019 | 17:49
A programadora e executiva senegalesa Mariéme Jamme estará em Belo Horizonte como palestrante principal da She’s Tech Conference – evento que acontece desta quinta-feira, dia 21, a sábado, dia 23, – e quer conhecer o “Programando os Sonhos Delas” – lançado recentemente pela Prodabel e voltado para o ensino de informática a mulheres em vulnerabilidade social.

 

Mariéme Jamme é fundadora do movimento I Am the Code, que mobiliza governos, empresas e investidores para apoiar meninas e jovens mulheres em ciência, tecnologia, engenharia, artes, matemática e design. Na capital, ela vai saber mais sobre o programa desenvolvido pela Prodabel para ensinar linguagens de programação a mulheres em situação de vulnerabilidade social e, em seguida, inserí-las no mercado de trabalho.

 

O “Programando os Sonhos Delas” se tornou finalista no concurso World Smart Cities Award (Prêmio Mundial de Cidades Inteligentes) na categoria “Cidades Inclusivas e Compartilhadoras”. Mais de 450 projetos de 54 países foram inscritos no concurso. Três deles foram para a final, incluindo o programa da Prefeitura.   

 

 

Mariéme Jamme

É a primeira vez que Mariéme Jamme vem a Belo Horizonte. Ela irá narrar sua experiência à frente do I Am the Code e falar sobre o seu objetivo de empoderar, através da educação e conhecimento, cerca de 1 milhão de mulheres e meninas no mundo todo até 2030.

 

Mariéme já foi premiada pelo Fórum Econômico Mundial, pela UNICEF e pela Melinda Gates Foundation, além de ter sido reconhecida pela Forbes, UK Powerlist, African Business Magazine e BBC como uma das mulheres mais influentes da África e uma das principais lideranças do mundo.

 

A ativista foi abandonada pela mãe e viveu em orfanatos na área rural do Senegal, na África. Aos 13 anos foi traficada para Paris e resgatada pela polícia. Já na adolescência, enquanto realizava trabalhos informais, passou a frequentar bibliotecas e, assim, aprendeu sozinha a ler e a programar em sete idiomas. “Quando você não tem habilidades ou qualificações, faz tantas coisas que, em algum momento, consegue encontrar seu destino Eu me tornei a voz dos sem voz. Não queria me tornar uma mulher negra furiosa, mas queria ajudar estas africanas a entenderem que elas têm a responsabilidade de mudar a sociedade”, disse ela recentemente ao blog Capitu, do jornal O Estado de S. Paulo.  


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