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Os artistas Felipe Rezende, Milena Ferreira e Régi José estão sentados lado a lado em um banco de madeira, sorrindo para a câmera, diante de uma parede clara. Vestem roupas escuras; Felipe tem cabelos cacheados e bigode, Milena tem longas tranças e Régi tem cabelos curtos, óculos e tatuagens nos braços.
Daniel Moreira/ Divulgação

Artistas do Bolsa Pampulha compartilham processos de pesquisa em roda de conversa no Museu da Moda

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Artistas que integram a 10ª edição do Bolsa Pampulha participam de roda de conversa, aberta ao público, em 3 de novembro, às 19h, no Museu da Moda de Belo Horizonte (Mumo). Por meio da convivência no programa de residência artística do Museu de Arte da Pampulha (MAP), os artistas Felipe Rezende, Milena Ferreira e Régi José propõem uma conversa coletiva para compartilhar suas pesquisas artísticas e processos vivenciados.

Os artistas compartilham uma proximidade territorial, tendo em comum o fato de serem nascidos e criados no Nordeste. Em suas produções, estabelecem entrelaçamentos a partir de materialidades atravessadas pelo suor, pelo acúmulo e pelo trabalho. A conversa será mediada pelo artista Froiid, que foi bolsista na 8ª edição do programa Bolsa Pampulha e retornou na Comissão de Acompanhamento nas 9ª e 10ª edições.

A prática do baiano Felipe Rezende é caracterizada pela interseção entre desenho, pintura e suas possibilidades expansivas, trabalhando também com instalações e site-specifics. Graduado em Artes Visuais pela Universidade Federal da Bahia, sua pesquisa reúne uma gama de interesses que vão desde cenas de seu cotidiano até referências extraídas do cinema, quadrinhos e literatura, dentre outras mídias.

Em sua obra, ele investiga o imaginário do trabalho, conectando ferramentas, espaços e memórias ligadas ao fazer manual. Por meio da catalogação de imagens e dos materiais coletados em meio aos seus trânsitos e as relações que daí decorrem, Felipe constrói arranjos narrativos que operam entre imaginação e testemunho, ficção e realidade.

O trabalho da também baiana Milena Ferreira parte de um olhar atento ao entorno para investigar como coletividades, territórios e identidades são construídas por meio de presenças, vestígios e relações cotidianas. Suas imagens situam a fragilidade como potência estética e política. A artista é mestranda do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia (UFBA), integra o núcleo de pesquisa do Instituto Práticas Desobedientes e é fundadora do Circuito de Arte em Boteco (CAB).

Já o pernambucano Régi José possui interesse em investigar as dinâmicas do capital relacionadas ao tempo, absorvendo questões como trabalho, corpo e território por meio de colagem e com o uso da palavra. No programa Bolsa Pampulha, ele tem se aprofundado em compreender a precarização do trabalho na contemporaneidade brasileira. O artista é graduado em Design Gráfico e Pós-graduado em Arte/educação. Participa, ainda, de movimentos periféricos e dissidentes, como o Ocupe a Praça Camará, Movimento Independente de Transmasculinidades de Pernambuco e o Centro Cultural Casa de DonArlinda.

O artista multidisciplinar Froiid, membro da comissão de acompanhamento do 10° Bolsa Pampulha, vai articular e mediar o encontro. Mestre em Artes Visuais pelo PPGARTES/Uemg e graduado pela Escola Guignard, ele investiga em sua prática as relações entre arte, jogo e sociedade por meio de sistemas e regras que tensionam norma, liberdade e instituição. Transitando entre instalações, vídeos, objetos, fotografias e trabalhos sonoros, Froiid mobiliza a cultura brasileira e seus cenários marginais como territórios de experimentação política e simbólica.

Sobre o Programa Bolsa Pampulha

O Bolsa Pampulha consolidou-se no cenário das artes visuais e se estabelece como uma das primeiras e mais relevantes residências artísticas do Brasil. Ao atuar como um centro de experimentação, com foco na investigação e na formação artística, é uma das principais iniciativas do Museu de Arte da Pampulha (MAP), gerido pela Fundação Municipal de Cultura de Belo Horizonte.

A residência artística reforça o museu como espaço de pesquisa nos campos da arte e da cultura com a comunidade artística local e nacional. Enquanto política pública de cultura, o Bolsa Pampulha confere visibilidade à trajetória de relevantes nomes das artes visuais brasileiras que passaram pelas residências do programa, como Laura Belém, Cinthia Marcelle, Paulo Nazareth, Froiid, Efe Godoy, João Castilho, Desali, Luana Vitra, Sallisa Rosa, entre outros. Mais informações sobre o programa estão disponíveis no Portal PBH.

Serviço

Roda de conversa "Matéria suada: trabalho e acúmulo nas produções artísticas de Felipe Rezende, Milena Ferreira e Régi José"

Data: 3/11/2026 (terça-feira)

Horário: 19h às 21h

Local: Museu da Moda de Belo Horizonte (Mumo) – Rua da Bahia, 1149, Centro

Classificação: livre

Entrada: gratuita