14 October 2026 -
Nesta quinta-feira (15), às 19h, o Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH) realiza a sessão "A última casa da rua", com exibição de dois filmes: o longa Granada (2024), de Benedito Ferreira (GO), e o média De Codó a Ceilândia (2025), de Gu da Cei (DF). Contemplados pela 10ª edição do programa Bolsa Pampulha (MAP), os realizadores participam de um debate com o público logo após a projeção. Com o objetivo de aproximar as realidades e estéticas de Goiânia e Ceilândia, a sessão conjunta explora narrativas fortemente atravessadas por experiências de trânsito, migração, desigualdade e pertencimento. Um texto crítico de Bia Morgado, professora da Universidade de Brasília (UnB), será disponibilizado ao público no dia da exibição.
As obras e os diretores
O longa-metragem Granada (2024), de Benedito Ferreira, filmado em Goiânia e cidades arredores, surge de um encontro ao acaso entre Benedito e Dom, um bailarino marcante por caminhar com elegância e um lenço de poá pelas ruas do centro da cidade. Da amizade construída no balcão de um bar, surge a premissa do filme: a organização de um último e grandioso espetáculo de dança flamenca em pleno Centro-Oeste. A obra teve trajetória de destaque no circuito cinematográfico, vencendo cinco prêmios no Festival Internacional de Cinema e Vídeo Ambiental (Fica) de 2024, incluindo Melhor Longa-Metragem, Direção, Roteiro, Montagem e Fotografia.
Benedito Ferreira (Itapuranga, GO) transita entre o cinema e as artes visuais, investigando as paisagens e o imaginário da região central do país. É doutor em Artes pela Uerj e realiza pós-doutorado em Cinema e Audiovisual na USP.
O média-metragem De Codó a Ceilândia (2025), de Gu da Cei, narra a dura trajetória de um casal migrante que deixa o interior do Maranhão rumo ao Distrito Federal. Grávida e recém-chegada, ela enfrenta o abandono familiar e a violência doméstica. Ele, operário da construção civil, dedica seus dias a erguer propriedades que nunca serão suas. Junto ao filho, constroem uma história marcada pelo cuidado. Suas vozes se encontram com as de outros moradores de Ceilândia, revelando sonhos e desigualdades que atravessam a formação da cidade.
Gu da Cei é um dos fundadores da Galeria Risofloras. Com mestrado em Artes Visuais pela UnB, suas pesquisas abordam o direito à cidade, ao transporte coletivo e aos processos de circulação da imagem urbana por meio de instalação, performance, vídeo e fotografia.
Sobre o Bolsa Pampulha
Com uma trajetória que se confunde com a história da arte em Minas Gerais, o Bolsa Pampulha é continuidade do Salão de Arte da Prefeitura, instituído em 1937. Desde sua reformulação, em 2002, o programa consolida-se como um centro de experimentação, deixando de ser apenas um prêmio de exibição para focar na investigação e na formação artística.
A iniciativa é reconhecida nacionalmente por projetar nomes como Cinthia Marcelle, Marilá Dardot, Laura Belém, Paulo Nazareth, João Castilho, Efe Godoy, Desali, Sallisa Rosa, Froiid, Luana Vitra, entre outros, que hoje ocupam lugar de destaque no cenário global. Ao priorizar o processo criativo, o edital permite que artistas e pesquisadores em fase de consolidação aprofundem suas trajetórias sob a orientação de uma equipe de curadores e artistas, reafirmando Belo Horizonte como um ponto essencial de diálogo com a arte contemporânea.
Mais informações sobre o Bolsa Pampulha no Portal PBH.
Serviço
Sessão de cinema "A última casa da rua: filmes de Benedito Ferreira e Gu da Cei" e Bate-papo com os diretores
Data: 15/10 (quinta-feira)
Horário: 19h
Local: Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH) - Avenida Álvares Cabral, 400 - Centro
Classificação: Livre
Entrada: Gratuito
