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Mural de arte urbana de 90 m² em empena
Foto: Aline Tavares

Artista Dninja cria mural de arte urbana de 90 m² em empena

08/01/2021 | 17:56 | atualizado em 08/01/2021 | 17:56

O Parque Ecológico Promotor Francisco Lins do Rego, conhecido como Parque Ecológico da Pampulha, segue fechado ao público, como medida preventiva contra a Covid-19. Porém, as pessoas que passam pelo entorno dele, na Avenida Otacílio Negrão de Lima, 6.061, vêm se surpreendendo com um novo colorido que destoa do verde que lhe é característico. A fachada lateral de sua portaria principal, que possui 90 m², se transformou em uma grande empena artística. A tinta branca está dando lugar a pássaros, flores e jardins, em uma pintura assinada pela mineira Denise Sobrinho, a Dninja.

A ação, que integra o projeto Mural Gentileza, é uma iniciativa do Movimento Gentileza, coordenado pela voluntária social e primeira-dama de Belo Horizonte, Ana Laender, com apoio da Fundação de Parques Municipais e Zoobotânica, e faz parte de uma série de melhorias estruturais do parque, realizadas com respeito aos protocolos e normas de prevenção à Covid-19. Além da empena, serão realizadas intervenções no interior da portaria e em outros pontos do parque.

“A arte de Dninja é alegre, inspiradora e traz uma mensagem de esperança, que tanto precisamos em 2021. Desejo que este novo Mural Gentileza traga um fôlego de vida para a cidade neste momento tão delicado, principalmente para quem transita pela região da Pampulha, e se transforme em um atrativo a mais para os visitantes que voltarão a usufruir do parque na ocasião de sua reabertura”, afirma Ana Laender.

Seguindo sua principal linha de pesquisa e trabalho, Dninja decidiu criar intervenções que valorizam a exuberância e a força da natureza. Voltada para o exterior do parque, a empena principal exibe três pássaros cantantes em um belo jardim. Segundo ela, as figuras desenhadas em seu característico traço arredondado traduzem a alegria. “As figuras que eu crio evocam a contemplação e a felicidade. Eu sempre vejo pássaros livres, felizes, então busco retratá-los como forma de transmitir positividade para as pessoas”, explica.

 

Gentileza em família

Para pintar um mural de grandes proporções, os artistas contam com o apoio de auxiliares e outros profissionais da área. Em respeito aos protocolos de segurança vigentes, porém, nesta ação Dninja decidiu buscar ajuda dentro de casa. A artista está trabalhando com o suporte de seu marido, Fábio de Almeida - o Does, também grafiteiro, além de sua mãe e de seus irmãos. Todos eles, inclusive Dninja, são voluntários. Trata-se de uma verdadeira gentileza em família, que acrescenta à obra um exemplo de união e cooperação em favor da cidade e das pessoas.

 

Outras gentilezas no parque

Os visitantes que acessarem o parque no futuro poderão ver pela primeira vez outra imponente obra de arte. Em julho de 2020, a instalação OCA, de autoria dos arquitetos Murad Mohamad, Jéssica Sarriá e Bárbara Barbi, com peças de aço corten produzidas pela ArcelorMittal e estruturadas pela Accero, foi doada ao Movimento Gentileza e, atualmente, está em exposição permanente no local conhecido como “colinas”, área gramada próxima ao espelho d`água.

Criada originalmente para a Casa Cor Minas, em 2019, a obra propõe uma experiência sensorial e de conexão intensa com a natureza. São 420 ripas de metal oxidado, em forma de caracol, em design totalmente orgânico, no estilo Burle Marx.

 

Sobre a artista Dninja

Denise Sobrinho, a Dninja, é pioneira do graffiti em Minas Gerais e uma das primeiras mulheres na arte de rua do Brasil. Com 23 anos de graffiti, ela vem desenvolvendo uma linha de trabalho caracterizada pela presença de letras estilizadas entrelaçadas com personagens do seu imaginário, nomeados pela própria artista como ”bichos coisa”.

Ela explora também os estudos voltados para a pintura clássica e realista; ilustrações; cartoons e ainda se aventura em desenvolver esculturas de seus personagens. Suas inspirações são voltadas à natureza, à sua cultura de origem, à música e à personalidade humana. Sua arte passou por vários países: Peru, Uruguai, Chile, Alemanha, França e Holanda. Assim como por várias regiões do Brasil.

 

Sobre o Movimento Gentileza

Em quatro anos de atuação em Belo Horizonte, o Movimento Gentileza trabalha com a realização e apoio a diversas ações que contribuem para uma cidade mais gentil com a cena urbana e os cidadãos, sempre em parceria com o poder público municipal e a iniciativa privada.

Idealizado e coordenado pela voluntária social Ana Laender, o Movimento é responsável por diversas iniciativas que levam afeto e novas experiências às pessoas, sobretudo aos residentes em Instituições Filantrópicas de Longa Permanência (ILPIs). Seus projetos se dedicam à inclusão social e cultural do ser humano e promovem também a requalificação do espaço urbano por meio da arte, bem como a preservação e a valorização da memória da cidade.