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Alunos do Superar, alguns em cadeiras de roda, pessoas com deficiências diversas, ensaiam coreografia em salão para integrar ala de bloco de carnaval

Alunos do Superar ensaiam para integrar ala de bloco de carnaval

22/02/2019 | 19:58 | atualizado em 24/05/2019 | 15:07

Entre os foliões do carnaval que participam de ensaios de blocos estão os alunos do Superar, programa da Prefeitura de Belo Horizonte que atende pessoas com deficiência. Eles vão participar da ala Sindicato da Inclusão, do bloco Chama o Sindico, cujo desfile será no domingo de Carnaval, dia 3, às 9h, no entorno do Mineirão.


Desenvolvido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer, o Superar promove a inclusão social das pessoas com deficiência por meio da prática de atividades físicas, culturais e do esporte educacional ou de rendimento.


Sob o comando de professores de dança e de percussão do Superar e do bloco Chama o Síndico, os ensaios da ala são realizados nas dependências do Centro de Referência Esportiva para Pessoas com Deficiência, às terças e quintas-feiras, das 15h30 às 17h. O Centro de Referência é uma das oito unidades do Superar e fica na avenida Nossa Senhora de Fátima, 2.228, bairro Carlos Prates, região Noroeste da Capital. Durante os ensaios, 35 alunos ficam atentos para reproduzir os movimentos da coreografia e o som ensinado pelos professores. Eles participam do ensaio com alunos de outras instituições que prestam atendimento às pessoas com deficiência na capital.


“Elaboramos coreografias das músicas de forma adaptada com este perfil de foliões, de forma a estimular a coordenação motora e o equilíbrio”, explica Bruno Titio, um dos diretores do bloco e coreógrafo. Segundo ele, a iniciativa de criar a ala Sindicato da Inclusão tem o objetivo de democratizar o acesso de todas as pessoas ao Carnaval. 


Um estreante do Carnaval de rua de Belo Horizonte é William Alves Souza Guimarães, aluno com síndrome de Mohr (que se caracteriza por malformações na boca, na face e nos dedos) matriculado nas aulas de futebol e dança do Superar. “Meu filho gosta de diversão, de música e a participação dele no bloco me enche de alegria e orgulho”, diz a mãe Roseli Alves da Silva, viúva, moradora do bairro Horto, na região Leste. 


Outra foliã é Michele da Silva Patrício, aluna com síndrome de Down frequentadora das aulas de dança e natação. De acordo com a mãe, Maria Aparecida da Silva Patrício, moradora do bairro Alvorada, região Leste, a iniciativa do Superar de integrar os alunos ao Carnaval da cidade é mais um incentivo à socialização. 


Programa


O Superar atende mais de 900 alunos com deficiência física, visual, intelectual, auditiva, múltipla e autismo. São realizadas aulas de segunda a sexta-feira em três turnos (manhã, tarde e noite) em 16 modalidades: atletismo, basquetebol, bocha regular, bocha paraolímpica, dança, futsal, goalball, judô, natação, rúgbi em cadeira de rodas, tênis de mesa, voleibol sentado, patinação, percussão, funcional e parataekwondo.


O programa atende no Centro de Referência para Pessoa com Deficiência, no Carlos Prates, e na Escola Municipal de Ensino Especial Frei Leopoldo, no bairro Havaí, e ainda em seis núcleos regionalizados: Colégio Marconi, Clube Palmeiras, escolas estaduais de ensino especial Amaro Neves e João Moreira Salles, além das associações de Deficientes Visuais de Belo Horizonte e de Surdos.


Para se inscrever no programa é necessário ter idade superior a seis anos, apresentar laudo comprovando a deficiência e haver disponibilidade de vagas. Os contatos são pelos telefones 3277-4546 e 3277-7681 além do e-mail superar@pbh.gov.br


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