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Garota segura medalha da OBMEP; ao fundo, Banner da Obmep com foto da mesma garota.
Foto: Divulgação/PBH

Alunos da rede municipal recebem medalha de matemática em evento internacional

31/08/2018 | 17:10 | atualizado em 31/08/2018 | 17:10
Entre 4400 alunos de colégios particulares de todo o país, cinco alunos das escolas municipais de Belo Horizonte ganharam a medalha de ouro da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), conquistada no ano passado. No início deste mês, eles participaram como convidados especiais do Congresso Internacional de Matemáticos (ICM), realizado no Rio de Janeiro, quando foram entregues 576 medalhas para estudantes de escolas públicas e privadas de todo o país. 
 
As escolas públicas de Belo Horizonte (municipais, estaduais, Centro Tecnológico e militar) conquistaram 18 medalhas de ouro, sendo que cinco delas são de alunos da Rede Municipal de Ensino. Representando escolas da região do Barreiro, Tainá Isabella Drumond, 12 anos, aluna da EM Professora Isaura Santos; e Samuel Pedro Fernandes Amorim e Hudson David Apolinário de Andrade, que concluíram em 2017 o 9º ano nas escolas municipais Vinícius de Moraes e Dulce Maria Homem, respectivamente. Todos sempre estudaram na rede pública. Arthur Benvindo de Souza Leite, da EM Professor Lourenço Oliveira, localizada na região Leste da cidade, e Gabriel Lara de Oliveira Melo, da EM Dom Bosco, na região Noroeste, também receberam as medalhas de ouro. 
 
Medalhista de ouro por dois anos consecutivos, mesmo após a inclusão de escolas privadas na competição Tainá Isabela Drumond afirma que não há fórmulas de sucesso. “É só gostar de matemática e se empenhar muito”, ensina. Ela concilia o gosto pela matemática com o gosto pela leitura e a convivência com os amigos. “Encontrando todos esses matemáticos, pude perceber o quão longe a OBMEP me levou. Pessoas como o medalhista brasileiro Artur Ávila e o iraniano Caucher Birkar, me fizeram ver que basta querer e se esforçar para se destacar”, ressalta. “Para mim é muito gratificante ver o que ela conseguiu com o próprio esforço”, orgulha-se a mãe, Adriene Drumond.
 
“Gosto de jogar bola e videogame, mas acho que nasci com a matemática na veia”, constata Samuel Pedro Fernandes Amorim, tricampeão na Olimpíada. Mas, do alto da experiência de um tricampeão de 15 anos, ouro em 2014, 2015 e 2017, ele pondera que o sucesso não é por acaso. “É claro que é fundamental prestar atenção nas aulas e estudar pra ter bons resultados”. O pai, Amâncio Amorim Campos, se orgulha muito do filho. “Agradeço a Deus por essas premiações, e por ele ter conseguido muitas vitórias com o estudo”, ressalta.
 
“Desde pequeno, tudo que envolvia os números ele ficava atento”, lembra Claudenice Andrade, mãe de Hudson David Apolinário de Andrade, ouro em 2015, 2016, 2017. Mas o tricampeão ressalta que é preciso persistência. “A gente tem que ter força de vontade, aliada à humildade pra quando errar, tentar de novo até acertar”. Para o pai, Ronaldson Andrade, a função dos pais é orientar sempre. “Se não estudar, o talento é desperdiçado. Saber aproveitar o tempo é essencial!”, ressalta.  
 

A competição

As provas de 2017 foram realizadas em julho e setembro. O resultado final foi divulgado no dia 20 de novembro. A OBMEP é realizada pelo IMPA - Instituto Nacional de Matemática Pura e Aplicada, com o objetivo de estimular o estudo da matemática e revelar talentos na área. 
 

31/08/2018. Alunos de escolas municipais recebem medalha de ouro em Olimpíada Brasileira de matemática. Foto: Divulgação