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Homem, sentado em frete a computador, vê simulação de impactos ambientais na tela.
Foto: Divulgação PBH

Simulação de impactos ambientais é feita por softwares avançados em BH

16/10/2019 | 17:14 | atualizado em 17/10/2019 | 15:49

A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, tem utilizado nos processos de licenciamento ambiental programas de computadores que simulam os impactos ambientais. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Mário Werneck, o trabalho é necessário para uma adequada avaliação nos processos de licenciamento ambiental. “Esses programas dão uma visão ampliada para o técnico que faz a análise de uma licença ambiental. Têm sido nosso aliado no estudo de aspectos de emissões atmosféricas mais complexas”, disse.

 

No caso das emissões atmosféricas, além da análise de laudos de emissão de fontes poluidoras, para casos mais complexos é realizada a simulação da dispersão de poluentes de fábricas, empreendimentos e até de veículos para se estimar o impacto nas vizinhanças. Essa simulação computacional é feita de softwares avançados, que são alimentados com dados dos laudos de emissões, dados de relevo nas imediações e dados meteorológicos. Como resultado, obtêm-se modelo com previsão do alcance e concentrações de poluentes nas vizinhanças, que pode indicar ou não a necessidade de ajustes no sistema de controle da fonte poluidora.

 

O gerente de atividades industriais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Wanderson Marinho explica que o processo contribui para melhor gestão de impactos. “A dispersão de poluentes pode variar bastante dentro de uma localidade, especialmente em função das condições meteorológicas e do relevo que circunda a fonte poluidora, ora beneficiando, ora prejudicando uma boa dispersão dos gases. O uso desse programa que simula os impactos pode contribuir para indicar a solução mais adequada, caso a fonte esteja causando algum transtorno de poluição”, esclarece. 

 

 

Estagiários são treinados para a utilização de ferramentas tecnológicas

Além dos estudos de simulação de emissões atmosféricas, outros estudos para aprimorar o licenciamento ambiental têm sido desenvolvidos como, por exemplo, as alternativas para converter resíduos industriais em matérias-primas e o levantamento de dados numéricos de processos de licenciamento. Nos últimos anos, a Prefeitura de Belo Horizonte conta com a atuação de estagiários que operam os programas de simulação. A aluna de Engenharia Química da PUC-Minas, Ana Carolina Rodrigues, ressalta que o estágio na Secretaria Municipal de Meio Ambiente é uma oportunidade de se capacitar em áreas raras no mercado, como a modelagem de emissões atmosféricas. “Estou muito animada com o trabalho, já domino a operação dos programas que fazem a simulação de dispersão de poluentes e pretendo me aprofundar nos aspectos teóricos dos mesmos”, contou Ana Carolina.

 

Segundo o gerente Wanderson Marinho, o Licenciamento Ambiental de Atividades Industriais, com sua grande variedade de tipologias, é um campo fértil de casos de estudo e ideias para desenvolver e aprimorar processos de controle e mitigação de impactos ambientais. “Temos estudado a produção de materiais vítreos a partir de resíduos de marmoraria, a melhoria de procedimentos de controle de efluentes atmosféricos, bem como desenvolvido sistema de licenciamento ambiental simplificado, todos contando com a ajuda de alunos em estágio obrigatório, que encontram nesses estudos, oportunidades singulares de adquirir novos conhecimentos em suas áreas”, afirma.

 

 

16/10/2019. Modernização. Fotos: Divulgação/PBH