6 November 2026 -
Com mais de 4,2 mil pessoas atendidas desde 2011, o Programa Maior Cuidado completou 15 anos de atuação em Belo Horizonte. A marca foi celebrada nesta semana com um seminário na PUC Minas sobre envelhecimento e proteção social. O evento reuniu profissionais e participantes. Apenas em 2026, a iniciativa já acompanha 951 idosos na capital.
A diretora do Departamento de Políticas de Cuidados da Primeira Infância e da Pessoa Idosa da Secretaria Nacional de Cuidados e Família, Maria Carolina Pereira Alves, celebrou a trajetória do programa. “É uma importante iniciativa pública de compartilhamento do cuidado, integrando Assistência Social e Saúde para apoiar as famílias e a qualidade de vida dos idosos. O programa é uma inspiração para ampliarmos o financiamento federal e espalharmos por todo o Brasil a garantia do direito ao cuidado, tanto de quem precisa dele quanto de quem cuida”, afirmou.
Já a subsecretária de Assistência Social, Luana de Lima Souza, parabenizou os 210 cuidadores que fazem parte do programa e as 1.000 famílias beneficiadas, o que inclui não apenas a pessoa idosa, mas os familiares cuidadores. “Com certeza esse é o programa que deu mais certo na articulação intersetorial de políticas públicas entre a Saúde e Assistência Social, e é por isso que Belo Horizonte é referência nacional nesse tema. Nosso sonho é que a gente consiga expandir o programa para as áreas não Cras porque sabemos o impacto que o programa tem no acolhimento, na capital mineira”, ressaltou.
Rede de assistência e cuidados
O Programa Maior Cuidado é uma ação conjunta entre as secretarias municipais de Assistência Social, Direitos Humanos e Saúde, articulada por meio do Cras e dos Centros de Saúde. Executado pelas equipes do Serviço de Proteção e Atendimento Integral à Família (Paif) e da Estratégia Saúde da Família (ESF), o programa apoia os núcleos familiares no zelo com a pessoa idosa, promovendo mais qualidade de vida para todos.
O acesso ao programa começa quando a equipe do Cras ou do Centro de Saúde identifica uma pessoa idosa que necessita de cuidados. A equipe avalia suas necessidades e verifica se ela atende aos critérios do protocolo de atendimento. Para participar, a pessoa deve ter 60 anos ou mais, ser dependente ou semidependente, morar na área de atuação do Cras ou do Centro de Saúde e estar inscrita no Cadastro Único (CadÚnico), com renda familiar de até três salários mínimos ou renda de até meio salário mínimo por pessoa.
Estando apta, a pessoa idosa passa a ser atendida a domicílio. O atendimento varia de duas a cinco vezes por semana pela manhã ou tarde. Durante o atendimento, o cuidador auxilia em atividades da vida diária da pessoa idosa como tomar banho, se vestir, se alimentar ou tomar remédios, além de ter atividades de estimulação cognitiva, fortalecimento de vínculos e convivência. Além do auxílio à pessoa idosa, a atividade permite ao cuidador familiar, que costuma ficar sobrecarregado, ter um tempo para descanso, lazer ou autocuidado.
