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Pessoas em uma palestra

Secretaria de Planejamento promove seminário para discutir tendências e inovação

09/12/2019 | 18:13 | atualizado em 09/12/2019 | 18:16

A Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão promoveu, nesta sexta-feira (6), o seminário “Horizonte Digital: como identificar e propor soluções inovadoras para a cidade”. O evento foi realizado no auditório Juscelino Kubistchek, na sede da Prefeitura, com a participação de gestores municipais e estaduais, que explanaram boas práticas e experiências na área da tecnologia.

 

Durante a abertura do encontro, o secretário municipal de Planejamento, Orçamento e Gestão de Belo Horizonte, André Reis, explicou que o município está construindo um espaço na Prefeitura para conversar sobre inovação e que é importante promover de forma constante a renovação dos processos de trabalho.

 

“Atualmente, a área de modernização do Município está desenvolvendo dois grandes projetos: o GRP, que vai modernizar todo o nosso processo de execução orçamentária e de compras, e o BH Digital, que trabalha com modernização de processos, tramitação de documentos e demandas do cidadão. Nossa ideia é montar uma única camada de relacionamento com o cidadão. Nessas e em outras iniciativas, é importante o envolvimento de todos os servidores que atuam nas respectivas áreas. Que estejam, todos,  sempre com a cabeça aberta ao pensar em inovação”, ressaltou André.

 

Na palestra “Inovação e compras públicas: um caso de amor ou ódio?”, a assessora da Secretaria de Planejamento e Gestão de Minas Gerais, Virgínia Bracarense, destacou suas experiências nos âmbitos federal e estadual e disse que é preciso começar a derrubar muros e paradigmas no intuito de unificar processos de compras e padronizar e gerar economia aos cofres públicos.

 

“O processo é meu, o contrato é meu. Não! Vamos fazer o compartilhamento e trazer as inovações para dentro da nossa realidade. É totalmente possível fazer algo diferente dentro das contas públicas. A compra pública tem o poder de transformação. A compra pública é atividade estratégica e tem que se beneficiar deste ambiente de inovação e colaboração”, disse a assessora.

 

Como exemplo, ela utilizou a experiência do TaxiGov, um serviço de transporte de servidores e colaboradores da administração pública federal em deslocamentos a trabalho com o uso de táxis, que começou a ser implementado em março de 2017. Por meio dele, gerou-se economia com frota de veículo próprio, manutenção e outros encargos.

 

Já o assessor da presidência do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais, Tadeu Barros, tratou sobre “Um DNA Inovador para a Gestão Pública”, destacando a importância da reflexão, da conexão entre pessoas e da aceitação do erro no processo de inovação.

 

“No mundo por trás de grandes empresas de inovação temos alguns outros pontos, que vão além da tecnologia, que devem levados em consideração. São os 3 “P” e eles fazem toda a diferença. O primeiro “p” são as “Pessoas”. Para o ambiente da inovação, precisamos despertar corações e paixões de pessoas. Trata-se de uma jornada de construção coletiva e precisamos de conexões sociais para unir pessoas e ideias. Gente que ensina e gente que interage. Já o  outro p trata da “Próxima Curva”, pois vemos ciclos cada vez mais curtos e mais rápidos e precisamos olhar para frente para perceber as novas tendências e nos antecipar. Para isso é importante aprender a desaprender, já que soluções do passado não significam respostas para o presente. Por fim, o p da “Prototipação”, que  joga por terra que errar é ruim. Errar faz parte do aprendizado e devemos estar abertos para novas possibilidades, por meio de testes e experimentações”, explicou o assessor.

 

O encontro também contou com a palestra “Governo como Plataforma”,  do diretor-presidente da Prodabel, Leandro Garcia. Em sua apresentação, Leandro abordou aspectos relacionados ao papel do governo municipal enquanto agente indutor/potencializador da inovação na cidade. Entre os exemplos citados, o Laboratório Aberto de IOT da Prodabel – prototipagem de soluções; os 1 mil km de fibra óptica interligando inúmeros pontos da cidade; as 1.501 câmeras de videomonitoramento; o rotativo digital; as 182 mil lâmpadas de iluminação pública sendo substituídas por LED, incluindo 26 mil com telegestão; e a instalação de mais de 1 mil pontos de acesso gratuito à internet sem fio (hotspots), até 2020.

 

“Do ponto de vista tecnológico, Belo Horizonte está em uma situação privilegiada, com iniciativas servindo de referência para outras cidades e estados. Um exemplo é o trabalho de Georreferenciamento desenvolvido pelo Município, refletido no pedido do governo federal para que nosso modelo seja importado para outras cidades. É um insumo muito importante nesse modelo de governo como plataforma, com mais de 300 distintas camadas mapeadas, disponibilizadas pelo portal BH Map. Trata-se de uma importante ferramenta de  geoinformação para se pensar a cidade e definir as políticas públicas”, destacou o diretor-presidente.

 

Para encerrar o ciclo de palestras, o secretário municipal adjunto de Planejamento, Orçamento e Gestão e subsecretário de Modernização da Gestão, Jean Mattos, falou sobre “Digital para quem? A automação de processos na perspectiva do cidadão”, destacando as novas tendências para a transformação digital. “Estamos falando de mudança de postura, maior percepção das necessidades da sociedade e a reestruturação do governo diante dessa nova realidade para melhoria do relacionamento com o cidadão, por meio de recursos tecnológicos e intensificação do diálogo com a sociedade”, destacou o secretário adjunto.

 

O evento contou com a participação de mais de 150 pessoas, entre servidores e profissionais que atuam na área de tecnologia.


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