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A imagem mostra a visão traseira de uma plateia diversa sentada em um auditório, disposta em semicírculo, assistindo a uma apresentação. No fundo da sala, perto de uma mesa com um laptop, três pessoas estão de pé e voltadas para o grupo. Atrás delas, há uma tela de projeção branca e uma parede verde. O ambiente é bem iluminado com luzes de teto fluorescentes.
Rafael Costa/PBH

Salvaguarda do Samba de BH avança em mais uma etapa de construção

criado em - atualizado em

Na terça-feira (3 de novembro) da próxima semana, sambistas, agentes culturais, grupos sociais, entidades, coletivos, produtores artísticos e demais atores vinculados ao universo do samba da capital mineira vão se juntar no Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira (Rua Formiga, 140 - Bairro Lagoinha), das 18h30 às 21h, para o quarto encontro do processo de construção coletiva do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte. Com iniciativa da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, a reunião dá continuidade o debate das propostas para o documento e para a estruturação do Comitê da Salvaguarda, instância permanente para a proteção dessa manifestação cultural, reconhecida como Patrimônio Cultural de BH, em 2024.

A entrada é gratuita, sem necessidade de inscrição. A ampla participação de quem atua no universo do samba na cidade é fundamental para garantir uma abordagem adequada às peculiaridades desse patrimônio imaterial. A partir do debate público sobre desafios e potencialidades do samba belo-horizontino, as propostas para o fortalecimento dessa expressão cultural serão sistematizadas no Plano de Salvaguarda, com ações de curto, médio e longo prazo a serem colocadas em prática no município.

O Plano vem sendo debatido em reuniões públicas desde dezembro do ano passado e vai definir estratégias para a manutenção, preservação e transmissão dos saberes ancestrais associados a esse bem cultural, incluindo a valorização das mestras e mestres detentores do saber e a melhoria das condições de vida dos trabalhadores da cadeia produtiva do samba em Belo Horizonte. Já o Comitê de Salvaguarda será um importante instrumento para a condução do Plano pelos sambistas, junto ao poder público.

Patrimônio Cultural de BH

Vivo na prática de seus atores e movimentos – escolas, rodas, blocos caricatos, blocos de rua e espaços próprios –, o samba constitui uma expressão cultural plural que representa a cultura afrodiaspórica enraizada em toda a cidade desde antes de sua inauguração. Em dezembro de 2024, o samba foi oficialmente declarado Patrimônio Cultural de Belo Horizonte após a análise do Inventário Participativo e do Dossiê de Registro pelo Conselho Deliberativo do Patrimônio Cultural do município.

O estudo, produzido pelo projeto Horizontes do Samba, parceria entre o Coletivo de Sambistas Mestre Conga, Projeto República/UFMG e Fundação Municipal de Cultura, identificou a relevância histórica, social e simbólica do samba na capital, mapeando seus modos de fazer, tradições, influências e territórios de referência, especialmente na Pedreira Prado Lopes,Bairro Lagoinha, Bairro Concórdia e demais comunidades reconhecidas como seus principais redutos.

Presente nas dez regionais de BH, o samba registra, revigora e transmite às novas gerações saberes e práticas culturais de matrizes africanas, além de contribuir para o desenvolvimento social, econômico, cultural, artístico e político do município. Os sambistas de Belo Horizonte cantam a resistência e a alegria de um povo. Sua linguagem musical articula caminhos e descaminhos, memórias e desmemórias, recordações e esquecimentos que fundamentam um olhar crítico sobre a BH do presente e do passado.

Desse entrecruzamento de tempos e espaços emerge outra narrativa da cidade: mais diversa, plural e horizontal, costurada pelos percursos físicos e sonoros que conectam a produção musical das novas gerações à presença histórica de mestras e mestres no cenário da capital.

Serviço
4ª Reunião Pública | Construção do Plano de Salvaguarda do Samba de Belo Horizonte

Data: terça-feira (3 de novembro)
Horário: 18h30 às 21h
Local:  Centro Cultural Liberalino Alves de Oliveira (Rua Formiga, 140 - Bairro Lagoinha)

Entrada gratuita, sem necessidade de inscrição. Sujeito à lotação do espaço.