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Seis atletas, um de cada lado, jogam vôlei sentado em quadra poliesportiva.
Foto: Marcelo Machado/PBH

Projeto viabiliza participação de atletas com deficiência em torneio de vôlei

02/07/2019 | 20:56 | atualizado em 04/07/2019 | 09:56

Única equipe de vôlei sentado de Minas Gerais, o Sada/AM Paradesporto-PBH vai participar da segunda etapa da Supercopa Interclubes de Vôlei Sentado, a ser realizada no sábado e no domingo, dias 6 e 7 de julho, em Peruíbe, no litoral paulista.

 

Filiada à Confederação Brasileira de Vôlei para deficientes, a equipe é mantida pela Associação Mineira de Paradesporto com o apoio do Superar, programa desenvolvido pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer. 

 

O torneio em Peruíbe é promovido pela Federação Paulista de Vôlei Sentado e será realizado no Colégio Monteiro Lobato, com equipes de atletas com deficiência física (amputados) do Paraná, Rio de Janeiro e São Paulo, além do representante mineiro.

 

Na temporada deste ano, o Sada/AM Paradesporto-PBH recebeu investimentos que viabilizaram uniformes, materiais esportivos e a contratação de treinador e fisioterapeutas especializados para a evolução física e técnica dos atletas. Os recursos financeiros são procedentes do patrocínio da Sada, obtido pela Secretaria Municipal de Esportes e Lazer por meio da elaboração do projeto Vôlei Sem Limite, aprovado pela Lei Estadual de Incentivo ao Esporte.

 

 

Superar

A equipe de Belo Horizonte realiza os treinos três vezes por semana, as terças, quintas e sábados, em uma das oito unidades do Superar, no Centro de Referência para a Pessoa com Deficiência (avenida Nossa Senhora de Fátima, 2283, no bairro Carlos Prates). 

 

Os atletas da equipe são homens de 15 a 45 anos, com situação de amputação de uma ou duas pernas, lesões articulares nos joelhos e paralisia cerebral leve. Também há caso de amputação de um braço. No mercado de trabalho eles atuam no setor bancário, de barbearia e de informática.

 

  

Inclusão social

O Vôlei Sem Limites é um projeto que faz parte do Superar, um programa com 16 modalidades que promove atividades físicas para cerca de 900 pessoas com deficiência física, visual, intelectual, auditiva, múltipla e autismo. 

 

De acordo com Carla Dantes, gestora do Vôlei sem Limites, o projeto promove inclusão social e qualidade de vida. Com a ajuda do esporte, segundo ela, há casos de atletas da equipe que conquistaram espaços no mercado de trabalho, socialização e novas perspectivas de vida. 

 

Outro benefício do projeto são as viagens realizadas pelo time para competições em outros estados, o que contribui para a profissionalização da equipe e proporciona oportunidades de passeios turísticos. 

 

 

Sobre a modalidade

No vôlei sentado, podem competir homens e mulheres com alguma deficiência física ou relacionada à locomoção. São seis jogadores em cada time, divididos por uma rede de altura reduzida e em uma quadra menor que a da versão olímpica da modalidade. No Brasil, a modalidade é administrada pela Confederação Brasileira de Voleibol para Deficientes.