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Crianças e adultos participam de uma brincadeira com uma corda vermelha em um corredor externo. Em primeiro plano, à direita, uma criança de cabelos crespos e conjunto bege segura a corda com as duas mãos e inclina o corpo para trás. Ao centro, uma adulta de tranças presas, colete xadrez e calça jeans também segura a corda. Outras participantes aparecem ao fundo. Há desenhos de giz no piso e janelas rosadas com vidros coloridos na parede.
Daniel Moreira/Divulgação

Programação do “Museus Centro” celebra o Mês das Crianças com atividades para todas as idades

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Em outubro, mês tradicionalmente dedicado às crianças, os museus municipais do projeto “Museus Centro” transformam seus espaços em territórios de criação, descoberta e experimentação, além de oferecer atividades para todas as idades. Ao longo do mês, o Museu da Imagem e do Som de Belo Horizonte (MIS BH), o Museu da Moda (Mumo) e o Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) promovem oficinas, intervenções educativas, visitas mediadas, cinema, exposições e encontros que convidam o público a investigar, reinventar e a produzir novas leituras sobre a história e cultura da cidade.

A programação atravessa os três espaços a partir de diferentes perspectivas. No MIS BH, o patrimônio audiovisual ganha destaque em atividades que trafegam entre brincadeiras circenses, experiências com técnicas, como a animação e a gravura, até a exibição de filmes mineiros centenários. No Mumo, o universo criativo de Markito inspira oficinas e visitas à exposição “Markito: Cintilações da Noite”, aproximando moda, memória, liberdade e identidade. Já no MHAB, as histórias da cidade e suas tradições culturais são revisitadas por meio da vivência artística e do debate.

Todas as atividades são gratuitas e integram o projeto “Museus Centro – o percurso da memória de Belo Horizonte”, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, em parceria com o Viaduto das Artes. A programação completa pode ser consultada no site do projeto e no Portal PBH.

Cinema, memória e criação no MIS BH

No MIS BH, outubro coloca em diálogo preservação, criação e diferentes formas de experimentar o audiovisual. Até esta sexta-feira (9), das 13h às 15h, Soraia Nogueira conduz a oficina “Preservação Audiovisual – Análise Fílmica”. A atividade apresenta fundamentos da preservação fílmica, abordando análise, conservação, acondicionamento e tratamento básico de filmes, revelando parte dos processos que envolvem a proteção do patrimônio audiovisual. Voltada a maiores de 18 anos, a ação tem vagas limitadas e as inscrições devem ser feitas previamente via formulário. 

As crianças também ganham espaço especial na programação. A partir do dia 13, de terça-feira a sábado, das 10h às 18h, a intervenção educativa “Detetives da Animação” convida os visitantes de todas as idades a seguir pistas e descobrir histórias relacionadas às memórias da animação brasileira. Não é necessária inscrição prévia para participar. 

No dia 15 (quinta-feira), das 14h às 16h, “Brincadeiras Circenses no MIS” apresenta às crianças, a partir dos 4 anos, jogos corporais e atividades recreativas inspiradas no universo do circo. Para participar, é necessário realizar inscrição prévia via formulário. No dia 16 (sexta-feira), das 10h às 12h, a oficina “Carimbando a Vida – Xilogravura em Isopor” propõe a criação de gravuras inspiradas no cinema e na animação. Os participantes criam matrizes em isopor e realizam impressões, explorando formas, texturas e possibilidades de composição. É necessário inscrição prévia, via formulário, e a atividade é voltada para crianças a partir de oito anos. 

A própria sede do museu também será transformada em objeto de investigação na pequena mostra “A Casa do Museu – Sujeito do Tempo”, aberta a partir do dia 23 (sexta-feira), às 18h30. Imagens, documentos e registros atravessam diferentes tempos e ajudam a contar a história de uma casa que guarda memórias da cidade e, ao mesmo tempo, continua a produzir novas histórias. 

Encerrando a programação do mês, o CineMIS – Cinema Comentado celebra o Dia Mundial do Patrimônio Audiovisual, no dia 28 (quarta-feira), às 19h, com a exibição de duas raridades do cinema mineiro realizadas há exatos 100 anos. “Minas Antiga” e um trecho de “A Visita de Washington Luiz em Minas Gerais”, ambos realizados em 1926 por Igino Bonfioli, serão seguidos de conversa com Gabriel Furbino e Moacir Ricoy sobre os filmes, seus contextos históricos e os desafios da preservação do patrimônio audiovisual. A participação é aberta ao público, sem necessidade de inscrição, mas sujeita à lotação do espaço. 

Caminhada literária e inspiração em Markito

No Museu da Moda (Mumo), outubro tem na agenda a “Oficina de Escrita e Caminhada Literária – Castelinho da Bahia”, conduzida pelo escritor Rafael Sette Câmara, no dia 16 (sexta-feira), às 14h. A atividade parte da escrita criativa, da crônica urbana e da observação para conduzir os participantes por espaços e narrativas do passado de Belo Horizonte. A classificação é livre e, para participar, é necessário se inscrever previamente via formulário.

E ao longo de todo o mês no Mumo, a exposição “Markito: Cintilações da Noite” continua a irradiar experiências para além da sala expositiva no Museu. Moda, memória e criação se encontram em oficinas e visitas que convidam o público a mergulhar no universo visual e afetivo do estilista mineiro. Neste sábado (10), das 10h às 13h, a “Oficina de Tie-Dye com o Grupo Fios” parte das primeiras camisetas criadas por Markito para apresentar aos participantes diferentes possibilidades da técnica, da amarração à aplicação das tintas. A atividade é destinada a maiores de 7 anos e, para participar, é necessário se inscrever via formulário. Cada participante deverá levar uma camiseta sem estampa.

Já no dia 24 (sábado), o público poderá ampliar o contato com a trajetória do estilista em duas atividades. Das 11h às 12h, uma visita mediada, sem necessidade de inscrição, percorre documentos, fotografias, textos, objetos biográficos e criações presentes na exposição. À tarde, das 14h às 18h, a “Oficina de Stencil em Jeans, com o Grupo Fios” transforma estrelas, luas e constelações presentes no trabalho de Markito em ponto de partida para a customização de peças de roupa. A atividade é voltada para maiores de 16 anos e os participantes devem levar uma peça em jeans. A inscrição deve ser feita previamente via formulário. 

A programação dedicada à exposição ganha ainda uma ação de acessibilidade no dia 31 (sábado), das 15h às 16h, com visita mediada com interpretação simultânea em Libras realizada por Ravena Souza. A atividade propõe um percurso acessível pela exposição, estabelecendo conexões entre moda, memória, afeto e liberdade. Para participar, é necessário inscrição prévia através do formulário.

Histórias e travessias da cidade

O Museu Histórico Abílio Barreto (MHAB) recebe no dia 17 (sábado), das 14h às 17h, a “Oficina de Bandeiras e Estandartes”, que propõe um mergulho na arte popular mineira, nas devoções e nos festejos sagrados. A atividade será conduzida por Cleiton Gós, educador do Muquifu - Museus dos Quilombos e Favelas Urbanos. Técnicas como patchwork, colagem, bordado e pintura serão utilizadas para explorar a tradição dos estandartes presentes em Congados, Folias de Reis, Festas do Divino e Reinados de Nossa Senhora do Rosário. A atividade é voltada para maiores de 10 anos e requer inscrição prévia pelo formulário. 

As comemorações pelo primeiro ano da exposição “Travessias do Curral Del Rey” atravessam duas atividades. No dia 18 (domingo), das 10h30 às 12h30, o “Museu Criativo” convida crianças e famílias a imaginar, por meio do desenho, outros caminhos, paisagens, construções e modos de vida para a história do antigo arraial. No dia 24 (sábado), das 14h às 18h, o MHAB celebra oficialmente o aniversário da exposição com o lançamento de seu catálogo e uma programação dedicada às histórias, memórias e modos de vida do território que deu lugar à capital mineira.

A programação inclui a roda de conversa “Memórias e desmemórias do Arraial Curral Del Rei”, conduzida pelo curador Bruno Viveiros, com participação da escritora Adriane Garcia; Padre Mauro, curador do Muquifu – Museu dos Quilombos e Favelas Urbanos; Pai Ricardo de Moura, zelador da Casa de Caridade Pai Jacob do Oriente (CCPJO); e o artista visual Jorge dos Anjos.
Ao longo do encontro, o “Canto para os Ancestrais”, realizado pela CCPJO, propõe momentos de reverência e reconhecimento daqueles que habitaram o Curral Del Rei e contribuíram para a construção de suas tradições. A classificação é livre e não requer inscrição prévia para participar. 

Patrimônio em debate

O MHAB sedia ainda, no dia 22 (quinta-feira), das 8h às 18h, o “3º Simpósio do Patrimônio Cultural de Belo Horizonte: conscientizar para preservar e salvaguardar”. Realizado pela SMC e FMC, por meio da Diretoria de Patrimônio Cultural, com apoio do projeto Museus Centro, a atividade reúne especialistas, educadores, historiadores, arquitetos e pesquisadores para discutir diferentes perspectivas sobre a preservação e a salvaguarda do patrimônio da cidade.

Entre os temas estão educação pelo patrimônio, práticas educativas sobre o Largo do Rosário, presença negra no patrimônio cultural de Belo Horizonte e a arquitetura Spanish Colonial Revival, com exemplos presentes em bairros como Floresta, Lourdes e Funcionários. O simpósio será encerrado com apresentação da Velha Guarda do Samba de BH. A atividade é voltada para maiores de 18 anos e as inscrições devem ser feitas via formulário.