1 October 2026 -
O Programa de Inclusão Digital da Prefeitura de Belo Horizonte atingiu mais de 2,8 mil certificados emitidos para idosos da capital. A marca representa mais autonomia, conexão e qualidade de vida no dia a dia pelo acesso à tecnologia. Além do aprendizado prático, simboliza um importante resgate da cidadania e do bem-estar.
O ponto de partida favorito da grande maioria dos 2.855 alunos certificados é o curso “Aprendendo a Usar Celular e Aplicativos”, focado em tarefas práticas como trocar mensagens com a família nas redes sociais, agendar consultas e utilizar serviços de forma segura. O entusiasmo das turmas é tão grande que muitos decidem ir além e concluem toda a trilha presencial de aprendizado do programa, chegando às aulas de inteligência artificial, onde interagem com tecnologias avançadas e criam conteúdos digitais.
Além da inserção desse público no universo digital, as aulas cumprem um papel social e cognitivo fundamental na vida da pessoa idosa. Ao aprenderem a navegar com segurança, os alunos reduzem a dependência de terceiros, fortalecendo a autoestima, enquanto o desafio de memorizar comandos e compreender novas lógicas estimula o cérebro e mantém a mente ativa.
Além disso, o ambiente presencial em sala de aula combate a solidão e cria fortes redes de amizade, permitindo que os participantes compartilhem conquistas e celebrem cada etapa concluída juntos.
O impacto de quem vive a transformação
A mudança no cotidiano é visível a cada nova etapa concluída e reflete a importância de oportunidades para o envelhecimento ativo. Nilza Maria, 66 anos, destaca que o acolhimento da equipe pedagógica e a oportunidade de continuar atualizada fazem toda a diferença para evitar a dependência de terceiros no dia a dia.
“Eles entendem perfeitamente como o idoso gosta de ser tratado, com todo cuidado que a gente espera em um curso. Como sou casada, não tenho filhos e meu marido trabalha fora, eu precisava esperar ele chegar para tirar dúvidas das necessidades do dia a dia. Foi por isso que vim aprender coisas novas, porque se eu não me atualizar, fico de fora. Já fiz informática básica, apresentação de slides, curso de celular e agora estou no segundo módulo de inteligência artificial”, comemora Nilza.
Para Maria Lupe, de 79 anos, o aprendizado vai muito além da tecnologia. É uma ferramenta direta contra a exclusão e o isolamento social. “É muito importante essa iniciativa de criar cursos para o idoso, porque a população está envelhecendo e precisa ter acesso para não ficar excluída. A gente tinha medo de mexer ou até de cair em golpes por falta de experiência, mas aqui fomos conquistando independência. Além de aprender sobre ferramentas atuais, aqui a gente conhece pessoas, conversa e tem uma integração maior. Um dos problemas mais graves da terceira idade é a solidão, e aqui a gente não se sente sozinho”, relata.
