Pular para o conteúdo principal

Escultura de duas pessoas se abraçando

Programa Bolsa Pampulha recebe a curadora Júlia Rebouças

04/06/2019 | 21:42 | atualizado em 10/06/2019 | 09:29

O programa Bolsa Pampulha, realizado pela Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e da Fundação Municipal de Cultura, e pelo JACA - Centro de Arte e Tecnologia, promove, no próximo dia 9, a palestra, seguida de bate-papo, da curadora e pesquisadora Júlia Rebouças. O evento será no Museu de Arte da Pampulha (avenida Otacílio Negrão de Lima, 16.585), das 14h às 16h. A participação é gratuita e faz parte da programação do Bolsa Pampulha 2018/2019, que tem o propósito de estimular a produção e a pesquisa em artes visuais na capital mineira, contribuindo para o processo formativo da comunidade artística local e nacional.


A curadora irá discutir experimentação e resistência como valores da produção de arte contemporânea brasileira. Júlia Rebouças foi co-curadora da 32ª Bienal de São Paulo, Incerteza Viva (2016). De 2007 a 2015, trabalhou na curadoria do Instituto Inhotim. Colaborou com a Associação Cultural Videobrasil, nos 18º e 19º Festivais Internacionais de Arte Contemporânea SESC_Videobrasil. Em 2013, foi curadora adjunta da 9ª Bienal do Mercosul, em Porto Alegre.

 

Próximas palestras gratuitas

 

No dia 7 de julho o Bolsa Pampulha terá a presença da artista convidada Rosângela Rennó. Ela formou-se em Artes Plásticas pela Escola Guignard e em Arquitetura pela Universidade Federal de Minas Gerais e é doutora em Artes pela Escola de Comunicações e Artes da USP. Sua obra é marcada por apropriação de imagens descartadas, encontradas em mercados de pulgas e feiras, e pela investigação das relações entre memória e esquecimento. Em suas fotografias, objetos, vídeos ou instalações, trabalha com álbuns de família e imagens obtidas em arquivos públicos ou privados. Dedica-se também à criação de livros autorais.


Já em 28 de julho é a vez da artista, curadora e pesquisadora Mônica Hoff. Ela é co-fundadora do Espaço Embarcação, em Florianópolis. É Mestre em História, Teoria e Crítica de Arte pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul e atualmente cursa doutorado em Processos Artísticos Contemporâneos no PPGAV/UDESC. Entre 2006 e 2014, coordenou o programa educativo e as atividades públicas da Bienal do Mercosul, atuando como curadora adjunta na nona edição do evento, em 2013. Desde 2014, realiza, com a curadora Fernanda Albuquerque, o Laboratório de Curadoria, Arte e Educação. Em 2018, em parceria a curadora Kamilla Nunes, organizou outros dois projetos: Escola Extraordinária e La Grupa.


As palestras são seguidas de bate-papo e ocorrem no Museu de Arte da Pampulha, sempre aos domingos, de 15h às 17h, com entrada gratuita.

 

Artistas selecionados pelo Bolsa Pampulha 2018/2019

 

Dez artistas foram selecionados para a 7ª edição do Bolsa Pampulha: Alex Oliveira (BA), Guerreiro do Divino Amor (RJ), David de Jesus do Nascimento (MG), Dayane Tropikaos (MG), Gê Viana (MA), Sallisa Rosa (GO), Sara Lana (MG), Simone Cortezão (MG), Ventura Profana (BA) e Desali (MG). Saiba mais sobre cada um aqui.


De acordo com Francisca Caporali, diretora do JA.CA, foi proposto para esta edição do Bolsa Pampulha um processo no qual profissionais mulheres foram convidadas para compor a comissão de seleção e de acompanhamento e elas selecionaram um grupo que trata também de diferentes protagonismos e urgências de representatividade e identidade. “Desejamos que exista um convívio desses artistas com outros agentes da cidade e trabalharemos para a construção dessas redes. Estamos encantados com o grupo de artistas selecionados e as importantes discussões com as artistas convidadas e a comissão de seleção”, afirma Francisca.


A diretora de Museus da Fundação Municipal de Cultura, Letícia Dias, destaca que o Bolsa Pampulha é pioneiro em residências artísticas no Brasil. “Ao promover e fomentar as artes visuais em Belo Horizonte, ele contribui para o processo formativo de jovens artistas, por meio de apoio financeiro para o desenvolvimento de suas pesquisas e trabalhos. Todo o processo de criação é acompanhado por pesquisadores de trajetória reconhecida na área e por propostas de diálogos abertos com a comunidade artística da capital", ressalta.

 

Bolsa Pampulha - O Salão Nacional de Arte de Belo Horizonte teve sua origem nos anos 1930 e, ao longo de oito décadas de existência, sempre com periodicidade bienal, foi se modificando. Em 2003, seu modelo foi transformado no Programa Bolsa Pampulha. Foi criado por Adriano Pedrosa, quando curador do Museu de Arte da Pampulha. Desde a sua criação, tornou-se referência, projetando diversos nomes nacional e internacionalmente, como Cinthia Marcelle, Paulo Nazareth, Marilá Dardot, Janaína Wagner, Rafael RG, Marcellvs L, entre outros.

 

JA.CA – Centro de Arte e Tecnologia. É uma Organização da Sociedade Civil que realiza pesquisas, projetos e experimentações artísticas em seu espaço no Jardim Canadá, em Nova Lima, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, e em outras localidades e instituições parceiras. A organização iniciou suas atividades, em 2010, como um projeto de residências artísticas internacionais, sendo consolidada e constituída formalmente como associação civil sem fins lucrativos, com objetivos de promoção e disseminação da cultura e da arte, no início de 2013.


Desde sua fundação executa e gere projetos que se alinham em dois principais eixos: atividade de formação e educação em artes; e pesquisas em arquitetura, urbanismo e design. É responsável, desde 2018, pelo Programa Educativo do Centro Cultural Banco do Brasil em suas quatro sedes (Belo Horizonte, Brasília, Rio de Janeiro e São Paulo).


A Organização da Sociedade Civil JA.CA Centro de Arte e Tecnologia foi selecionada pela Prefeitura de Belo Horizonte por meio de edital, lançado em julho de 2018, para atuar como parceira na produção do 33º Salão Nacional de Arte / 7º edição da Bolsa Pampulha, no Museu de Arte da Pampulha.