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Mãe sefura bebê enquanto técnica de saúde faz teste da orelha.
Foto: Divulgação PBH

Prefeitura zera fila para triagem auditiva neonatal

19/11/2018 | 13:54 | atualizado em 19/11/2018 | 16:34

A organização do fluxo e a oferta de exames na própria maternidade para todos os recém-nascidos zerou a fila para o popularmente conhecido teste da orelhinha. Segundo dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), no início do ano, o número de bebês que aguardavam para fazer o exame chegou a quase 4 mil, uma espera de aproximadamente seis meses. A situação foi agravada, principalmente, pela suspensão da oferta de exames de alguns prestadores do serviço, por dificuldades relacionadas ao quadro de pessoal ou problemas nos equipamentos.

 

Desde que o serviço de referência em triagem auditiva neonatal foi habilitado em seis maternidades públicas de Belo Horizonte, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) estabeleceu, com base no número de recém-nascidos vivos em cada maternidade, qual seria o quantitativo mensal de exames para cada uma. O problema é que se um fornecedor tivesse alguma dificuldade e não pudesse realizar o exame, a SMSA não podia repassar esse quantitativo para outro prestador compensar o déficit. “Por esse motivo, há um ano, foi solicitado à SES a gestão do município para o redimensionamento das metas. Isso permitiu que alguns prestadores realizassem um número maior de exames e conseguimos reduzir a fila até zerar. É uma vitória”, afirmou Lilian Souto, fonoaudióloga, referência técnica da Coordenação de Reabilitação da Gerência de Rede Complementar da SMSA.

 

A estudante de Direito, Junian Kelly Silva dos Reis, de 27 anos, acompanhou o teste da orelhinha do filho Antoni algumas horas depois de seu nascimento, na Maternidade do Hospital Metropolitano Odilon Behrens. “Foi muito bom poder receber o atendimento dos fonoaudiólogos e já ter saído daqui com este acompanhamento. Facilita muito pra gente. Sair do hospital com o diagnóstico é ótimo, menos uma preocupação ao saber como está a condição da audição do bebê”, explica.

 

A realização do teste da orelhinha é fundamental para que seja detectado qualquer problema na capacidade auditiva da criança. O exame deve ser feito, preferencialmente, até o 30º dia de vida do bebê para possibilitar o diagnóstico e a intervenção em tempo oportuno. Em Belo Horizonte, os recém-nascidos que têm indicador de risco para deficiência auditiva são avaliados ainda na maternidade. Os bebês que não apresentam esses fatores também podem fazer o exame na maternidade ou serem encaminhados para a atenção primária para o agendamento do teste, que, a partir de agora, poderá ser realizado no tempo adequado.

 

 

19/11/2018. Triagem auditiva neonatal. Fotos: Divulgação/PBH