Pular para o conteúdo principal

Na foto 13 pessoas estão em pé, próximas e posando para a fotografia. Elas estão em uma sala, com parede bege atrás e teto branco. Ao lado direito, tem um banner.
Divulgação/PBH

Prefeitura promove formação para prevenir violência de gênero nas escolas

criado em - atualizado em

Meninas entre 12 e 15 anos têm sido as maiores vítimas de violência sexual e psicológica dentro do próprio círculo de convivência. Para tentar frear esse cenário alarmante, a  Secretaria de Segurança e Prevenção de Belo Horizonte e a Justa Consultoria promoveram nesta quarta-feira (8) uma oficina voltada para debater a masculinidade na adolescência nas escolas.

 

A ação faz parte do projeto Entre Vozes e Caminhos, que atua nas salas de aula dos bairros Alto Vera Cruz, Granja de Freitas e Taquaril. A proposta é simples, mas urgente: conversar com os adolescentes sobre relações, respeito e novas formas de construir a masculinidade para prevenir a violência de gênero.

O trabalho de campo tem mostrado o tamanho do desafio. Só entre maio de 2025 e setembro de 2026, a iniciativa já registrou mais de 740 atendimentos a adolescentes de 12 a 17 anos na Regional Leste.

Diante desse cenário, a formação amplia o debate preventivo ao envolver os meninos na discussão sobre relações de gênero e convivência escolar. A proposta é incentivar o diálogo, a comunicação não violenta e a resolução de conflitos, contribuindo para relações mais respeitosas e ambientes escolares seguros e acolhedores.

“Na prevenção à violência de gênero, é fundamental atuarmos para que meninas e meninos compreendam a importância do diálogo e da comunicação não violenta na resolução de conflitos. A formação sobre masculinidades busca aprofundar o entendimento das relações de gênero no espaço escolar e ampliar as possibilidades de atuação educativa e preventiva”, afirmou a diretora de Prevenção Social à Criminalidade, Márcia Alves.

Durante o encontro, os participantes discutiram o papel das atitudes masculinas na proteção das adolescentes, os desafios enfrentados por jovens que vivem em territórios de maior vulnerabilidade e as possibilidades de atuação das escolas na prevenção à violência. A oficina também abordou estratégias para ampliar o envolvimento dos estudantes e fortalecer a construção de um ambiente escolar mais seguro e acolhedor.