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Cinco musicistas de cultura popular, de costas, com vestes vermelha e preta e turbante vermelho, um deles está com um tambor.
Foto: Ricardo Laf/PBH

Prefeitura lança edital para premiar mestres da cultura popular da cidade

11/03/2019 | 20:13 | atualizado em 24/05/2019 | 15:07
A Prefeitura de Belo Horizonte, por meio da Secretaria Municipal de Cultura e Fundação Municipal de Cultura, publicou no Diário Oficial do Município de sábado, dia 9, o edital do 3° Prêmio Mestres da Cultura Popular de Belo Horizonte. A finalidade é reconhecer, valorizar e divulgar a atuação dos mestres e mestras da cultura popular, responsáveis pela transmissão e perpetuação de saberes, celebrações e formas de expressão que compõem o patrimônio cultural imaterial da capital mineira. 

 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 30 de abril, de segunda a sexta-feira, das 10h às 12h e das 14h às 17h, presencialmente, nos 17 centros culturais da Fundação Municipal de Cultura, no Centro de Referência da Cultura Popular e Tradicional Lagoa do Nado, ou ainda, na sede da Diretoria de Patrimônio Cultural, Arquivo Público e Conjunto Moderno da Pampulha. O edital completo e os endereços dos locais de inscrição estão disponíveis no site BH faz Cultura.
 
O prêmio busca identificar e preservar saberes, celebrações e formas de expressão portadoras de referências à identidade, à história e à memória de determinados grupos. Serão premiadas até três pessoas. Cada uma receberá R$ 15 mil e placa alusiva ao título de “Mestre da Cultura Popular de Belo Horizonte”. 
 
Podem se candidatar pessoas com idade igual ou superior a 50 anos, atuantes em Belo Horizonte há pelo menos 10 anos e que possuam o reconhecimento de suas comunidades de que são detentores do conhecimento indispensável à transmissão de saber, celebração ou forma de expressão tradicional. 
 
Entende-se por “Mestre e Mestra da Cultura Popular” a pessoa física detentora de saberes da cultura popular que tenha notório conhecimento, longa permanência na atividade e que seja reconhecida, por sua própria comunidade, como referência na transmissão de saberes, celebrações e/ou formas de expressões da tradição popular. 
 
São exemplos de áreas de atuação dos Mestres e Mestras: artes da cura; medicina popular; manejo, plantio e coleta de recursos naturais; culinária tradicional; jogos e brincadeiras; contação de histórias e outras narrativas orais; poesia e literatura popular; músicas, cantos e danças; rituais; festejos e celebrações; artes e artesanato; ofícios, saberes; técnicas ou “modos de fazer”. 
 
Segundo Françoise Jean de O. Souza, diretora de Patrimônio Cultural, Arquivo Público e Conjunto Moderno da Pampulha, os Mestres e Mestras são considerados memórias vivas da tradição popular. “São sujeitos de resistência, guardiões de saberes e fazeres que, embora dinâmicos, se encontram na base da ancestralidade e das noções de pertencimento de suas comunidades. Portanto, apoiar e valorizar os Mestres é uma forma de salvaguardar o patrimônio imaterial da cidade, contribuindo para a continuidade de práticas e celebrações portadoras de referências às histórias, às memórias e às identidades dos diferentes grupos formadores da sociedade belo-horizontina”, afirma.