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Visão de cima de dois jovens em luta.
Foto: Lucas Brito

Peça no Teatro Marília retrata conexão entre jovens abandonados pela família

07/02/2019 | 19:09 | atualizado em 07/02/2019 | 19:09

O Teatro Marília recebe nos dias 12, 13, 19 e 20 de fevereiro, terças e quartas, às 20h, o espetáculo “Chão de Pequenos”, da Companhia Negra de Teatro. A montagem é baseada em histórias reais e fala sobre abandono, adoção e a amizade entre dois jovens em situação de rua. O espetáculo faz parte da 45ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, realizada pelo Sindicato dos Produtores de Artes Cênicas de Minas Gerais. Os ingressos podem ser adquiridos na bilheteria do teatro por R$30,00 (inteira) e R$15,00 (meia) e por R$10,00 (preço único e compra antecipada) nos postos de venda Sinparc ou pelo site do Sinparc.

 

Desenvolvida a partir de uma cena premiada no Festival de Teatro Universitário do Rio de Janeiro de 2016, a peça estreou no Festival de Curitiba em 2017. No palco, a história de dois jovens marcados pelo abandono da própria família. Um queria ser piloto de corrida. O outro gostava de ouvir a quietude. Vieram da terra onde, afirmam alguns, as crianças já nascem mortas ou envelhecem ainda meninos: da rua.

 

A fábula dos dois garotos expressa a importância da empatia, do diálogo e do afeto em uma sociedade atualmente marcada pela intolerância e pelo preconceito. Com direção de Tiago Gambogi e Zé Walter Albinati, a dramaturgia foi construída coletivamente, dentro de um intenso processo de pesquisa, no qual foram realizadas entrevistas com várias famílias e pessoas que têm relação com o tema da adoção. A concepção é dos próprios atores, Felipe Soares e Ramon Brant, e a trilha sonora original é assinada por Barulhista.

 

 

A Companhia

A Companhia Negra de Teatro é um grupo criado em Belo Horizonte, em março de 2015. Atualmente, é formada por Felipe Soares, Eliezer Sampaio e Ramon Brant. A companhia desenvolve pesquisas sobre o Teatro Negro e a realidade das pessoas negras no Brasil, tendo como objetivo a criação de uma dramaturgia autoral e voltada para a discussão dos problemas da sociedade brasileira. Mais do que abordar o racismo em suas criações, a Companhia busca falar de desigualdades sociais e da importância do diálogo e da empatia entre pessoas de todas as cores, gêneros, orientações sexuais e culturas para o convívio e desenvolvimento humano. Além disso, apresenta uma reflexão acerca da inclusão de pessoas negras nas artes.

 

 

45ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança

Conhecida como um dos eventos mais tradicionais da cena cultural de Belo Horizonte e como uma das maiores ações de popularização das artes cênicas do país, a 45ª Campanha de Popularização do Teatro e da Dança acontece em Belo Horizonte, Sete Lagoas, Betim, Contagem, Nova Lima e Ribeirão das Neves, de 3 de janeiro a 24 de fevereiro. Serão diversas peças teatrais e musicais voltadas ao público adulto e infantil, em vários palcos, com ingressos vendidos a preços populares. A programação completa está disponível no site do Sinparc.

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