Pular para o conteúdo principal

Fachada do Teatro Marília
Foto: Ricardo Laf

PBH seleciona projetos artístico-culturais para uso dos teatros públicos

criado em 16/12/2021 - atualizado em 20/12/2021 | 17:59

A Secretaria Municipal de Cultura e a Fundação Municipal de Cultura abrem inscrições nesta sexta-feira, dia 17, para seleção de projetos artístico-culturais para uso, entre os meses de abril a outubro de 2022, dos três teatros públicos municipais - Teatro Francisco Nunes, Teatro Marília e Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado. Podem ser inscritas propostas nas categorias artes cênicas, música e outras linguagens artísticas, dentro dos segmentos apresentação artística, mostra, festival, congresso, seminário e simpósio. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas até 16 de janeiro de 2022, por meio da plataforma on-line Mapa Cultural BH. O edital completo e o link para inscrições estão disponíveis neste link

O edital é considerado de fluxo contínuo, com a seleção dos projetos artísticos que ocuparão os teatros públicos da cidade ocorrendo de forma intermitente, a cada seis meses, após a abertura de uma nova janela para inscrições.

A diretora de Promoção das Artes da Fundação Municipal de Cultura, Aline Vila Real, destaca a importância do edital na composição da agenda dos teatros públicos municipais. "O chamamento de fluxo contínuo convida artistas e produtores a participarem da construção da programação dos teatros municipais, enviando suas propostas, podendo considerar as particularidades de cada espaço e sua adequação com os trabalhos apresentados. Esse mecanismo integra a política de acesso, democratização e diversidade do município", ressalta. 

Podem participar proponentes de todo território nacional, nas modalidades pessoa física, microempreendedor individual, pessoa jurídica e coletivo de artistas de pessoas físicas. As propostas selecionadas no próximo mês irão compor a programação dos teatros públicos de abril a outubro de 2022, observando o horário de funcionamento de cada um dos teatros, bem como a ocupação por meio de projetos da Fundação Municipal de Cultura. 

As propostas recebidas serão avaliadas por uma Comissão de Avaliação e Classificação composta por seis membros da administração pública municipal, estadual ou federal, designados pela Fundação Municipal de Cultura. Entre os critérios de avaliação, estão a consistência e objetividade da proposta, sua relevância conceitual e temática e a qualificação da equipe técnica. 

Teatro Francisco Nunes 

Sediado no Parque Municipal, o Teatro Francisco Nunes, inicialmente chamado “Teatro de Emergência”, foi inaugurado em 1950. Seu nome é uma homenagem ao grande clarinetista e maestro mineiro Francisco Nunes (1875-1934), que criou a Sociedade de Concertos Sinfônicos de Belo Horizonte e dirigiu o Conservatório Mineiro de Música. O palco do Teatro Francisco Nunes também abrigou o nascimento do moderno teatro mineiro em suas mais variadas tendências, como os trabalhos de João Ceschiatti, João Etienne Filho, Jota Dangelo e Haydée Bittencourt. Hoje, com capacidade para 525 lugares na plateia, o Teatro Francisco Nunes recebe variados espetáculos e eventos de âmbito nacional e internacional, como o Festival Internacional de Teatro Palco & Rua (FIT-BH), Fórum Internacional de Dança (FID), Festival de Arte Negra (FAN), Verão de Arte Contemporânea, Campanha de Popularização do Teatro e da Dança, entre outros. O Teatro é tombado pelo Patrimônio Cultural do Município desde o ano de 1994. 

Teatro Marília 

O Teatro Marília nasceu como propriedade da Cruz Vermelha brasileira, tendo ficado sob sua responsabilidade durante 15 anos. Concebido como auditório da sua Escola de Enfermagem, foi inaugurado em 1964. Ainda nas décadas de 60 e 70, foi referência e ponto de encontro para artistas, intelectuais e boêmios, afirmando-se como importante espaço teatral no circuito nacional e possuindo uma das caixas cênicas mais harmoniosas da cidade. Em 1991, foi tombado pelo Patrimônio Cultural do Município para uso cultural. Neste mesmo ano, passou a ser administrado pela Prefeitura de Belo Horizonte. Em 2014, passou por uma restauração, ganhando mais 71 lugares, novas cadeiras e tratamento acústico, intervenções que tiveram o objetivo de proporcionar mais conforto ao público e aos artistas. Sua lotação atual é de 256 pessoas. 

Espaço Cênico Yoshifumi Yagi/Teatro Raul Belém Machado 

O Teatro Raul Belém Machado leva esse nome em homenagem ao premiado cenógrafo e professor, figura fundamental das artes cênicas em Minas Gerais. O teatro integra o Espaço Cênico Yoshifumi Yagi, situado no bairro Alípio de Melo. O espaço cultural, fruto do esforço da comunidade do entorno, nas deliberações do Orçamento Participativo 2007/2008, foi entregue pela PBH à FMC em 2013. O nome do espaço é uma homenagem ao imigrante japonês Yoshifumi Yagi, antigo morador do bairro Alípio de Melo, que protagonizou diversas iniciativas pela melhoria da qualidade de vida e do desenvolvimento cultural da região. O Teatro Raul Belém Machado, idealizado como arena, tem capacidade máxima de 155 pessoas.