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Técnica do serviço psicologia da Guarda Municipal atende funcionário.
Foto: Divulgação PBH

PBH presta apoio psicológico e social a guardas municipais

19/12/2017 | 16:50 | atualizado em 21/03/2018 | 13:34
Cuidar da segurança de uma grande e populosa cidade, como Belo Horizonte, é uma tarefa que requer esforço e planejamento de equipes de trabalho bem qualificadas e que atuem de forma integrada e harmônica. Na Guarda Municipal de Belo Horizonte (GMBH), estes princípios são seguidos à risca. 

Homens e mulheres estão presentes nas nove regionais da cidade, durante 24 horas por dia, garantindo a ordem no espaço público da cidade. Os 2.064 agentes fazem a segurança de equipamentos municipais como escolas, parques e unidades de saúde, e realizam patrulhamentos preventivos nas ruas do entorno dessas instalações. 

Os guardas municipais são responsáveis por manter ainda, operações de destaque nas ruas, como a “Viagem Segura” e a “Sentinela”, que tem o objetivo de diminuir índices de violência em ônibus e roubos a pedestres, no hipercentro da capital, respectivamente. 

Para manter a eficiência da corporação, por sua vez, a Prefeitura de Belo Horizonte, além investir na constante qualificação dos guardas municipais, tem uma preocupação especial com a saúde física e mental dos agentes. O cuidado com a saúde do servidor fica a cargo da Secretaria Municipal de Segurança e Prevenção (SMSP), por meio de sua Diretoria de Saúde do Trabalhador (DSAT).

Com capacidade para realizar 280 atendimentos por mês, o serviço de psicologia já atendeu a mais de 500 servidores da Guarda Municipal, e realizou mais de quatro mil avaliações psicológicas. Os profissionais trabalham de forma integrada e interdisciplinar, considerando a saúde biológica, psicológica e social do trabalhador. 

O atendimento psicológico oferecido aos guardas visa à promoção da saúde mental, à superação de conflitos, traumas e dificuldades; minimização do sofrimento em momentos de transições difíceis; à ampliação da resiliência; ao autoconhecimento; e ao desenvolvimento pessoal e profissional do agente. 

Também é disponibilizado, aos agentes, o serviço de assistência social, em que é realizada a triagem dos casos, o acolhimento, o atendimento e as visitas técnicas. Além disso, são encaminhadas as providências, prestada orientação social aos servidores e familiares e feito o acompanhamento de situações adversas (como problemas financeiros, dependência química e conflitos familiares).



Atuação efetiva e preventiva 

Ao ingressar na Guarda Municipal, o agente é preparado e treinado para o exercício pleno de suas atribuições, para poder atuar nas diversas áreas da instituição. Em seu cotidiano, o guarda municipal pode ser escalado para trabalhar em áreas de grande vulnerabilidade social (áreas de risco), exercer atividades estressantes, enfrentar situações tensas e conviver com o risco iminente. 

Dessa forma, como ressalta a coordenadora de atendimento psicológico da SMSP, Rita Santos, a natureza do trabalho em segurança pública e seus consequentes efeitos sobre a saúde mental do trabalhador demandam uma atuação efetiva e preventiva dos profissionais de Saúde durante toda a vida profissional do agente. “É uma forma de melhorar e fortalecer as condições biopsicossociais de cada guarda municipal, para que ele consiga enfrentar, de forma equilibrada, as diversas situações de seu cotidiano”, destaca. 

Os casos que demandam acolhimento ou atendimento chegam à DSAT de forma espontânea, partindo da iniciativa dos próprios guardas, ou por encaminhamento do Núcleo de Atenção e Apoio aos Agentes da GMBH, da Corregedoria, da Ouvidoria e outras gerências que compõem a estrutura da PBH.
 
 

19/12/2017. Saúde Guardas Municipais. Fotos: Divulgação/PBH